Ibovespa cai 1,20% com tensões EUA-Irã e fala do Fed; dólar sobe a R$ 5,13
Ibovespa cai 1,20% com tensões EUA-Irã e fala do Fed

O Ibovespa fechou em queda de 1,20% nesta segunda-feira (13), refletindo o agravamento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã e declarações do Federal Reserve (Fed) que reforçaram expectativas de alta de juros. O dólar comercial subiu 0,46%, cotado a R$ 5,13, acompanhando o movimento externo de valorização da moeda americana.

Tensões no Oriente Médio pressionam mercados

A escalada do conflito no Oriente Médio, com o anúncio dos EUA de que iniciarão um bloqueio marítimo ao Irã na terça-feira (14), elevou o prêmio de risco nos mercados globais. O petróleo disparou 9%, beneficiando ações de petroleiras como a Petrobras, que subiu mais de 3%. No entanto, o movimento não foi suficiente para sustentar o Ibovespa, que sofreu com a aversão a risco generalizada.

Segundo analistas, a possibilidade de interrupção no estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, acendeu alertas sobre inflação e crescimento global. O Goldman Sachs avalia que a dependência de Ormuz pode diminuir gradualmente com a expansão da produção em outras regiões, mas o curto prazo permanece incerto.

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Fed e juros: mercado reforça apostas em alta

No front doméstico, a ata do Fed e falas de dirigentes indicaram que o banco central americano pode elevar os juros em setembro, o que fortaleceu o dólar globalmente. A CME Group mostrou que o mercado ampliou as apostas em um aperto monetário, com a crise no Irã adicionando pressão inflacionária via petróleo.

No Brasil, as taxas dos contratos de Depósito Interbancário (DI) subiram, refletindo tanto o cenário externo quanto o noticiário político local. A preocupação com a greve dos caminhoneiros, anunciada para os próximos dias, também pesou sobre os ativos brasileiros.

Dólar forte e impactos nos investimentos

Com o dólar em alta, investidores buscam proteção em ativos atrelados à moeda americana. A XP Investimentos mantém otimismo com o PIB brasileiro, mas prevê o dólar a R$ 5,00 no curto prazo. Para o segundo semestre, recomenda-se ajustar o portfólio com exposição a renda fixa pós-fixada e ativos que se beneficiam do câmbio.

O alívio com a inflação, que vinha dando suporte ao mercado, foi ofuscado pela tensão geopolítica. A dúvida agora é qual fator prevalecerá para o Ibovespa e o dólar nas próximas sessões.

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