Governo exige comunicação à AGU na venda de precatórios após caso Master
Governo exige comunicação à AGU em venda de precatórios

O governo brasileiro anunciou uma nova medida para regulamentar o mercado de precatórios da União. Após o escândalo envolvendo o caso Master, que expôs a falta de controle sobre esses ativos, a Advocacia-Geral da União (AGU) passará a ser informada sobre todas as transações de venda ou transferência de precatórios envolvendo a União e suas entidades.

O que são precatórios?

Precatórios são ordens emitidas pelo Poder Judiciário que obrigam o governo a pagar dívidas resultantes de condenações judiciais definitivas. Eles representam uma forma de crédito contra o Estado e são frequentemente negociados no mercado financeiro, muitas vezes com deságio.

Impacto do caso Master

O caso Master, que veio a público recentemente, revelou irregularidades e falta de transparência nas negociações de precatórios, gerando preocupação no governo. A partir de agora, a AGU terá acesso a essas operações, permitindo maior fiscalização e coordenação de dados.

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A nova norma, que entra em vigor em 180 dias, estabelece que as comunicações devem ser feitas por meio de um canal eletrônico específico, facilitando o registro e o monitoramento das transações.

Crescimento do volume de precatórios

O volume de precatórios da União tem crescido de forma expressiva. Em 2021, eram 113 mil títulos, número que saltou para 157,6 mil em 2022, totalizando cerca de R$ 60 bilhões. Esse aumento reforça a necessidade de um controle mais rigoroso.

Com a medida, o governo espera melhorar a gestão desses ativos, reduzir riscos de fraudes e aumentar a transparência no mercado de precatórios, protegendo tanto o erário quanto os credores.

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