Futuros dos EUA sobem com resultados da Micron e queda do petróleo
Futuros dos EUA sobem com Micron e petróleo em queda

Os índices futuros dos Estados Unidos operam em alta nesta quinta-feira (25), impulsionados pelo resultado trimestral da Micron Technology, que superou as expectativas do mercado e reafirmou a tese otimista para o setor de inteligência artificial. O apetite por risco também foi favorecido pela queda dos preços do petróleo, que retornaram aos níveis observados antes do conflito no Oriente Médio.

Micron supera expectativas e impulsiona IA

As ações da Micron subiram quase 15% no after market, depois que a fabricante de chips divulgou resultados do terceiro trimestre fiscal acima das projeções. A empresa também projetou receita de US$ 50 bilhões para o trimestre atual, valor bem superior aos US$ 11,3 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior e acima da previsão de US$ 43,58 bilhões dos analistas.

O balanço reforçou a visão de que o boom de gastos com inteligência artificial permanece intacto, enquanto as gigantes da tecnologia correm para expandir a capacidade de seus data centers. A expectativa é que a demanda por chips de memória, como os produzidos pela Micron, continue crescendo impulsionada pela IA.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Inflação PCE nos EUA é o próximo destaque

As atenções dos investidores se voltam agora para a divulgação do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) referente a maio, o indicador de inflação preferido do Federal Reserve (Fed). Economistas consultados pela Dow Jones esperam que o índice principal suba 0,5% em termos mensais e 4,1% em termos anuais. O dado pode influenciar as expectativas sobre os próximos passos da política monetária americana.

Desempenho dos mercados futuros nos EUA

  • Dow Jones Futuro: +0,07%
  • S&P 500 Futuro: +0,74%
  • Nasdaq Futuro: +2,22%

Europa em alta com semicondutores

Os mercados europeus operam em alta, impulsionados pelos resultados da Micron, que superaram as expectativas e elevaram as ações do setor de semicondutores. O índice STOXX 600 subia 0,47%, enquanto o DAX alemão avançava 0,50%. O FTSE 100 britânico tinha alta de 0,17%, o CAC 40 francês ganhava 0,17% e o FTSE MIB italiano registrava +0,32%.

Ásia-Pacífico encerra sem direção única

Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram o pregão sem direção única, em meio à melhora do apetite por risco nos mercados globais. Na Coreia do Sul, o índice Kospi liderou os ganhos da região, com alta de 5,42%, aos 8.930,30 pontos. No Japão, o Nikkei 225 também registrou forte avanço, subindo 4,61%, para 72.366,34 pontos.

Na contramão, o índice S&P/ASX 200 da Austrália recuou 0,68%, encerrando aos 8.748,70 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu força na reta final do pregão e fechou em queda de 1,6%. Já na China continental, o CSI 300 avançou 1,56%, para 5.020,10 pontos, acompanhando o movimento positivo observado em parte dos mercados asiáticos. O Shanghai SE subiu 0,23%, o Nifty 50 da Índia teve alta de 0,74%.

Commodities: petróleo cai e minério de ferro recua

Os preços do petróleo apagaram todos os ganhos obtidos durante o período de conflito no Oriente Médio, após o aumento do fluxo pelo Estreito de Ormuz em decorrência dos avanços nas negociações de paz entre os EUA e o Irã. O petróleo WTI recuou 1,17%, a US$ 69,52 o barril, enquanto o Brent caiu 1,46%, a US$ 72,66 o barril.

As cotações do minério de ferro na China voltaram a fechar em baixa. O minério de ferro negociado na bolsa de Dalian caiu 1,08%, a 735 iuanes (US$ 108,24).

Bitcoin opera em alta

O Bitcoin (BTC) registrava alta de 3,21% nas últimas 24 horas, cotado a US$ 61.637,32.

Com Reuters e Bloomberg

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar