FIIs caem com cortes e suspensão de dividendos; MFII11 lidera perdas
FIIs caem com cortes e suspensão de dividendos; MFII11 lidera

Os fundos imobiliários ligados aos segmentos de desenvolvimento e recebíveis lideram as maiores quedas do mercado nesta segunda-feira (3/08), em movimento provocado principalmente pela redução ou suspensão do pagamento de dividendos. O MFII11 (Merito Desenvolvimento Imobiliário) despenca cerca de 40% na sessão, após anunciar redução temporária na distribuição de rendimentos e revisar para baixo as projeções de geração de caixa. Em seguida, aparecem VGHF11 (Valora Hedge Fund), com queda de 9,04%, CACR11 (Cartesia Recebíveis), que recuou 7,05%, LIFE11 (Life Capital), com perda de 5,91%, BBIG11 (BB Premium Malls), em baixa de 5,82%, e RPRI11 (RBR Premium Recebíveis), que caiu 5,03%, segundo balanço do mercado às 14h30.

MFII11 lidera perdas após reduzir dividendos e rever projeções

O MFII11 é o principal destaque negativo do dia depois que a gestora anunciou dividendos de R$ 0,30 por cota para os meses de julho, agosto e setembro. A redução ocorre após meses em que o fundo distribuía valores próximos ou superiores a R$ 0,90 por cota. A gestora também revisou suas projeções para R$ 9,2 milhões de geração de caixa em 2026 e R$ 46,5 milhões em 2027.

Segundo o relatório gerencial, a principal razão é o atraso no Consórcio Cortel SP, em função de entraves burocráticos junto à Prefeitura de São Paulo, que adiaram para 2028 o início das receitas provenientes das taxas de manutenção. O fundo também apontou um ritmo mais lento de vendas em empreendimentos como Damha Fit II e Reserva da Ilha.

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VGHF11 e BBIG11 também são impactados por reduções na distribuição

Outro FII negativo é o VGHF11, que está em queda de mais de 9%, após reduzir seu dividendo mensal de R$ 0,07 para R$ 0,06 por cota, interrompendo um período de estabilidade nas distribuições. O BBIG11 também figura entre as maiores baixas do dia. O fundo anunciou pagamento de apenas R$ 0,03 por cota, acima dos R$ 0,02 distribuídos no mês anterior, mas ainda muito abaixo dos R$ 0,07 a R$ 0,085 pagos no início do ano.

CACR11 segue sem dividendos e amplia pressão sobre as cotas

O CACR11 voltou a suspender a distribuição de dividendos, prolongando uma crise iniciada em abril. Segundo a gestão, o fundo continua enfrentando dificuldades financeiras decorrentes de atrasos burocráticos em projetos imobiliários do portfólio, o que comprometeu a geração de caixa necessária para retomar o pagamento de rendimentos. Sem previsão para normalização das distribuições, as cotas permaneceram entre as maiores quedas do mercado nesta sessão.

Em comum, boa parte dos fundos apresentam mudanças recentes na política de distribuição ou revisões nas expectativas de resultados, levando investidores a reprecificar as cotas durante o pregão. O movimento reflete a cautela do mercado com a sustentabilidade dos rendimentos, especialmente em segmentos mais sensíveis a atrasos e revisões de projetos.

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