Investidores estrangeiros trouxeram R$ 33,8 bilhões para a B3 no primeiro semestre de 2025, mas o mês de junho registrou saída líquida de R$ 7,8 bilhões, segundo dados divulgados pela bolsa brasileira. O fluxo positivo no acumulado do ano reflete o apetite por ativos brasileiros, embora a reversão em junho sinalize cautela com o cenário doméstico e internacional.
Fluxo estrangeiro na B3: semestre positivo
No primeiro semestre, o saldo líquido de capital estrangeiro na B3 foi de R$ 33,8 bilhões, impulsionado por entradas expressivas nos primeiros meses do ano. Esse montante representa um dos melhores resultados para o período desde 2020, quando a pandemia gerou forte volatilidade. A entrada de recursos estrangeiros é um indicador importante para o mercado acionário brasileiro, pois esses investidores respondem por cerca de 50% do volume negociado na bolsa.
Junho negativo: saída de R$ 7,8 bilhões
Em junho, no entanto, o fluxo se inverteu, com saída líquida de R$ 7,8 bilhões. O movimento foi atribuído a incertezas fiscais no Brasil, juros elevados nos Estados Unidos e tensões geopolíticas. Apesar da reversão mensal, o saldo semestral ainda é amplamente positivo. Analistas destacam que a saída em junho não representa uma tendência de longo prazo, mas sim um ajuste de portfólio diante de riscos de curto prazo.
Impacto no mercado e perspectivas
O fluxo estrangeiro tem impacto direto sobre o Ibovespa, que acumula queda de cerca de 5% no ano, pressionado pela saída de capital em junho. Especialistas apontam que a manutenção do fluxo positivo no semestre mostra que o Brasil ainda atrai investidores, mas a volatilidade deve continuar. “O fluxo estrangeiro é um termômetro da confiança no país”, afirma um analista de mercado. Para o segundo semestre, a expectativa depende da aprovação de reformas e do cenário externo.



