Os servidores da Unicamp decidiram encerrar a greve iniciada em 11 de maio, em assembleia realizada nesta quinta-feira (2). A categoria vai retomar as atividades na segunda-feira (6). Nesta sexta-feira (3), representantes da Reitoria e do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) se reúnem para formalizar os acordos finais que selaram o encerramento do movimento.
“Serão estabelecidos os grupos de trabalho (GTs), e vamos dar continuidade às pautas específicas”, explicou Zigomar Menezes de Souza, chefe de gabinete adjunto da Reitoria.
Reajuste salarial e benefícios
A proposta aprovada mantém o reajuste salarial de 3,92% negociado pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) e já aceito por docentes. O índice será retroativo a maio, desde que seja aprovado pelo Conselho Universitário (Consu).
Além do aumento salarial, o acordo prevê a equiparação do vale-alimentação ao valor pago pela Unesp, elevando o benefício de R$ 1.950 para R$ 2.000 mensais. O vale-refeição também será reajustado, passando de R$ 43 para R$ 50 por dia. Ambos os benefícios terão pagamento retroativo a junho.
Auxílio-saúde condicionado à arrecadação
Outro ponto do acordo envolve o auxílio-saúde. A proposta estabelece a ampliação do benefício para R$ 990 mensais a partir de janeiro de 2027, sem retroatividade. A medida, porém, está condicionada ao desempenho da arrecadação do ICMS-QPE em 2026, que deverá atingir até R$ 185,4 bilhões.
O próximo passo será a reunião extraordinária do Conselho Universitário, marcada para terça-feira (7), quando os reajustes deverão ser submetidos à aprovação formal.
Contexto da greve
Os servidores da Unicamp eram os únicos que continuavam em greve. Em 11 de junho, os professores encerraram a paralisação após aprovarem a proposta de reajuste salarial de 3,92%. Já os estudantes finalizaram o movimento em 12 de junho, após avanços na negociação por políticas de permanência e moradia estudantil, com 95% das pautas aprovadas.



