Estrangeiros injetam R$ 33,8 bi na B3 no semestre; junho teve saída de R$ 7,8 bi
Estrangeiros injetam R$ 33,8 bi na B3 no semestre

Os investidores estrangeiros injetaram R$ 33,8 bilhões na B3 no primeiro semestre de 2025, mas o mês de junho registrou saída líquida de R$ 7,8 bilhões, segundo dados divulgados pela bolsa brasileira. O saldo positivo no acumulado do ano reflete o otimismo com o mercado doméstico, apesar da volatilidade recente.

Fluxo de capital estrangeiro na B3

No primeiro semestre, o ingresso líquido de recursos estrangeiros na B3 totalizou R$ 33,8 bilhões. Esse valor inclui operações no mercado à vista, futuros e derivativos. Em junho, no entanto, houve uma reversão, com saída de R$ 7,8 bilhões, pressionada por incertezas externas, como a política de juros nos Estados Unidos e a desaceleração da economia chinesa.

Segundo analistas, a entrada de capital no semestre foi impulsionada por fatores como a queda da taxa Selic e a recuperação de setores como commodities e infraestrutura. "O fluxo estrangeiro mostra confiança no Brasil, mas a saída em junho acende um alerta", afirmou um estrategista de mercado.

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Impacto nos ativos domésticos

O movimento dos estrangeiros influencia diretamente o Ibovespa e o câmbio. Em junho, o índice teve desempenho negativo, com perdas acumuladas de 2,5%. O dólar, por sua vez, subiu 1,8% no mês. A saída de capital estrangeiro contribuiu para a pressão sobre o real.

No acumulado do semestre, o Ibovespa ainda apresenta alta de 4,2%, sustentado pelos aportes estrangeiros. Setores como petróleo, mineração e bancos foram os principais destinos dos recursos.

Perspectivas para o segundo semestre

Para os próximos meses, o mercado acompanha de perto as decisões do Federal Reserve e os dados de emprego nos EUA. Uma eventual pausa no ciclo de alta de juros americano poderia reverter a saída de capital. Além disso, o cenário fiscal brasileiro segue no radar dos investidores.

"O segundo semestre deve ser volátil, mas o Brasil ainda oferece oportunidades, especialmente em empresas privatizadas e setores de infraestrutura", destacou um gestor de fundos.

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