Os índices futuros dos Estados Unidos operam com ganhos nesta sexta-feira (24), mas caminham para encerrar a primeira semana consecutiva de perdas desde os estágios iniciais da guerra no Oriente Médio. O mercado adota postura mais defensiva diante do aumento das tensões geopolíticas e da expectativa por uma nova rodada de balanços de gigantes de tecnologia.
Mercados asiáticos fecham no negativo; Europa se recupera
As ações da China e de Hong Kong recuaram parte de seus ganhos semanais nesta sexta, à medida que os preços mais altos do petróleo alimentaram temores de inflação e abalaram o otimismo dos investidores. O índice Shanghai SE caiu 1,61%, o Nikkei japonês recuou 2,73%, o Hang Seng de Hong Kong perdeu 0,98%, o Nifty 50 indiano cedeu 0,37% e o ASX 200 australiano fechou em baixa de 0,75%.
Na Europa, as bolsas se recuperam após registrarem na sessão anterior sua maior queda em um único dia nas últimas duas semanas. O índice STOXX 600 avança 0,47%, o DAX alemão sobe 0,81%, o FTSE 100 britânico tem alta de 0,33%, o CAC 40 francês ganha 0,39% e o FTSE MIB italiano valoriza 0,78%.
Petróleo recua, mas semana deve ser de ganhos
Os preços do petróleo recuam nesta sexta, mas caminham para ganhos semanais, com os ataques dos houthis a petroleiros no Mar Vermelho gerando preocupações sobre o fechamento de um segundo ponto de estrangulamento para a navegação, enquanto o Cazaquistão reduziu temporariamente a produção. O WTI cai 2,51%, a US$ 89,88 o barril, e o Brent recua 2,65%, a US$ 98,04. O minério de ferro na China fechou em baixa de 0,13%, a 746 iuanes (US$ 110,19), registrando sua maior perda semanal em seis semanas.
Tesla derrete 14% e Elon Musk perde R$ 94,86 bilhões
As ações da Tesla despencaram mais de 14% após resultados frustrarem Wall Street. A fabricante de veículos elétricos divulgou um balanço 'decepcionante' para o segundo trimestre, segundo analistas. Com isso, Elon Musk perdeu R$ 94,86 bilhões em um dia, mas segue como a pessoa mais rica do mundo.
Inflação no Japão acelera, mas fica abaixo da meta
O núcleo da inflação no Japão acelerou em junho, mas permaneceu abaixo da meta de 2% do banco central pelo quinto mês consecutivo. Analistas esperam que a inflação ao consumidor acelere ainda este ano, devido ao aumento nos preços ao produtor com a alta nos custos de combustível e importações decorrentes do conflito no Oriente Médio e da desvalorização do iene. "As perspectivas para a inflação dependerão em grande parte dos desdobramentos no Oriente Médio e de seu impacto sobre os preços globais das commodities", disse Sarah Tan, economista da Moody's Analytics, à Reuters.
Brasil: novas tarifas dos EUA e agenda de autoridades
Os Estados Unidos impuseram novas tarifas de 10% e 12,5% a 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, que foi taxado em 12,5% por supostas falhas no combate ao trabalho forçado. O governo brasileiro classificou a medida como arbitrária e injustificada. Na quarta-feira, já havia entrado em vigor tarifa de 25% sobre produtos brasileiros com base em investigação comercial separada.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participam nesta sexta do evento Expert XP 2026. O presidente Lula visita unidades da Avibras em Jacareí (SP). O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, apresenta o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do terceiro bimestre de 2026.
Fechamento de quinta-feira: Ibovespa cai, dólar sobe
O Ibovespa encerrou quinta-feira em baixa de 0,46%, aos 176.723,62 pontos, com volume de R$ 21,60 bilhões. O dólar comercial subiu 0,65%, cotado a R$ 5,084 na venda. Os juros futuros fecharam com altas por toda a curva, com o DI para janeiro de 2027 a 14,045% e o DI para janeiro de 2035 a 14,87%.



