Férias escolares: aumento de acidentes infantis exige prevenção
Acidentes infantis nas férias: como prevenir

As férias escolares são um dos períodos mais aguardados pelas crianças, com tempo para brincar, viajar e visitar familiares. No entanto, a mudança na rotina e a maior exposição a diferentes ambientes fazem com que os acidentes infantis aumentem significativamente nessa época. A prevenção deve caminhar lado a lado com a diversão, e a maioria dos acidentes pode ser evitada com cuidados simples, organização dos ambientes e supervisão constante dos adultos.

Principais riscos e como evitá-los

Segundo a cardiopediatra da Unimed Teresina, Marília Neves Pereira Campelo, o aumento das ocorrências durante as férias é observado todos os anos. “Durante as férias escolares é comum observar um aumento dos acidentes envolvendo crianças. Elas passam mais tempo em casa, em áreas de lazer e em ambientes diferentes da rotina escolar, aumentando a exposição a situações de risco. Os acidentes mais frequentes são quedas, queimaduras, intoxicações por medicamentos e produtos de limpeza, cortes, afogamentos, engasgos e acidentes de trânsito”, explica.

Embora praias, piscinas e viagens despertem maior preocupação, grande parte dos acidentes acontece dentro da própria residência. Escadas sem proteção, janelas abertas, tomadas expostas e produtos perigosos ao alcance das crianças estão entre os principais fatores de risco. “Medidas simples, como instalar redes de proteção, utilizar travas em armários, proteger tomadas e guardar medicamentos e produtos de limpeza em locais altos e trancados, tornam o ambiente muito mais seguro”, afirma a médica.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Cuidados específicos em cada ambiente

Na cozinha, queimaduras estão entre os acidentes mais frequentes. Manter os cabos das panelas voltados para dentro do fogão, evitar transportar líquidos quentes com a criança no colo e deixar objetos cortantes fora do alcance reduzem os riscos. Outro ponto de atenção são as intoxicações: nunca armazenar produtos químicos em recipientes de alimentos ou bebidas e manter medicamentos sempre em suas embalagens originais, fora do alcance das crianças.

Em piscinas, praias, rios ou balneários, os cuidados precisam ser ainda mais rigorosos. O afogamento pode ocorrer em poucos segundos e de forma silenciosa. “A criança pequena nunca deve permanecer sozinha próxima à água. O ideal é que um adulto permaneça sempre ao alcance de um braço da criança, com atenção exclusiva. Boias e brinquedos infláveis não substituem a supervisão”, reforça a cardiopediatra.

Como agir em emergências

Mesmo com todos os cuidados, acidentes podem acontecer. Em queimaduras, resfriar a região com água corrente por cerca de 20 minutos, sem usar gelo ou substâncias caseiras. Em intoxicações, nunca provocar vômitos; procurar imediatamente um serviço de saúde, levando a embalagem do produto ingerido. Sinais que exigem atendimento imediato incluem perda de consciência, convulsões, dificuldade para respirar, sonolência excessiva, vômitos repetidos após trauma, sangramento intenso, queimaduras extensas, ingestão de produtos tóxicos e qualquer alteração importante do comportamento.

“As férias são um momento de lazer, convivência familiar e desenvolvimento das crianças, mas também exigem atenção redobrada dos adultos. A grande maioria dos acidentes pode ser evitada com medidas simples, organização do ambiente e supervisão adequada. A prevenção continua sendo a melhor estratégia para proteger as crianças e permitir que esse período seja lembrado apenas pelos bons momentos vividos em família”, conclui a cardiopediatra Marília Campelo.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar