Bolsas asiáticas sobem com tecnologia; Europa mista; EUA futuros oscilam
Bolsas asiáticas sobem; Europa mista; EUA futuros oscilam

Os mercados acionários globais operam de forma mista nesta quarta-feira, com as bolsas asiáticas fechando majoritariamente em alta e as europeias sem direção única, enquanto os futuros de Wall Street tentam se recuperar da forte liquidação de ações de tecnologia na véspera. O petróleo recua mais de 1%, aproximando-se de mínimas de quatro meses, e o dólar avança como ativo seguro diante de incertezas geopolíticas.

Ásia: recuperação liderada por tecnologia

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em alta na sessão desta quarta-feira. As ações da China e de Hong Kong se recuperaram, com investidores voltando a comprar ações do setor de tecnologia após a liquidação global do dia anterior. As ações de semicondutores e da cadeia de oferta de inteligência artificial lideraram os ganhos, sugerindo um renovado interesse pelo setor. O Shanghai SE (China) subiu 0,11%, o Hang Seng Index (Hong Kong) avançou 0,33%, o Nifty 50 (Índia) registrou alta de 1,02% e o ASX 200 (Austrália) ganhou 0,24%. Por outro lado, o Nikkei (Japão) caiu 0,88%, pressionado pela aversão a risco.

Europa: mercados sem direção única

Os mercados europeus operam de forma mista, com o arrefecimento do otimismo em relação ao cessar-fogo no Oriente Médio pesando sobre o sentimento. Os investidores acompanham mais uma rodada de balanços corporativos, com divulgações de resultados de empresas como Eni, Orange e Volvo. O índice pan-europeu STOXX 600 está praticamente estável (+0,01%), mas o DAX (Alemanha) cai 0,98%, enquanto o FTSE 100 (Reino Unido) sobe 0,07%, o CAC 40 (França) avança 0,25% e o FTSE MIB (Itália) recua 0,42%.

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EUA: futuros oscilam; atenção à Micron

Os índices futuros de Wall Street operam mistos nesta quarta-feira. Os contratos do Nasdaq Futuro (+0,52%) e do S&P 500 Futuro (+0,21%) recuperam parte das perdas registradas na sessão anterior, quando uma onda de vendas em ações de tecnologia foi desencadeada por preocupações com avaliações consideradas elevadas. Já o Dow Jones Futuro, que inclui menos ações de tecnologia, opera em baixa de 0,04%. Os investidores voltam suas atenções para o balanço da Micron, previsto para mais tarde, em busca de sinais sobre a força da demanda ligada à inteligência artificial e a sustentabilidade do rali do setor de semicondutores.

Confiança do Consumidor estável no Brasil

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do FGV IBRE ficou relativamente estável em junho, com variação de -0,1 ponto, para 88,7 pontos. Na média móvel trimestral, o índice avançou 0,2 ponto, para 88,9 pontos.

Petróleo cai com incertezas no Oriente Médio

Os preços do petróleo caem mais de 1% nesta quarta-feira, ampliando as perdas da semana e negociando perto das mínimas de quatro meses. O movimento ocorre diante de sinais de que mais navios-tanque retidos no Golfo Pérsico devem deixar o Estreito de Ormuz. Há muita incerteza em relação às perspectivas, uma vez que os Estados Unidos e o Irã apresentaram versões conflitantes sobre o que os dois países teriam acordado como parte de seu acordo de paz, incluindo pontos fundamentais como as inspeções nucleares e o controle do estreito.

Agenda: Durigan na China

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, inicia sua agenda na China participando do Fórum Brasil-China sobre Finanças Verdes. Entre outros compromissos, ele tem ainda reunião bilateral com Dilma Rousseff, presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), segundo a Reuters.

Ibovespa ontem: alta de 0,52%

O Ibovespa terminou a terça-feira com alta de 0,52%, aos 171.258,87 pontos, com máxima de 171.720,29 e mínima de 168.495,19. O volume financeiro negociado foi de R$ 21,80 bilhões. Na semana, o índice acumula ganho de 1,73%; no mês de junho, queda de 2,43%; no segundo trimestre, recuo de 8,43%; e em 2026, alta de 7,22%.

Dólar comercial sobe 0,88%

O dólar comercial voltou a subir frente ao real, após duas baixas seguidas, acompanhando o movimento da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes. O DXY, índice do dólar, subiu 0,36%, aos 101,38 pontos. As cotações foram: venda a R$ 5,187, compra a R$ 5,186, mínima de R$ 5,162 e máxima de R$ 5,191.

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Andrew Slimmon, gestor sênior de portfólio da Morgan Stanley, disse à CNBC que o setor de tecnologia “capturou o espírito da época dos investidores que seguem tendências, e quando isso acontece, você tem quedas acentuadas como a que estamos vendo”. Ele ponderou: “eu diria que é saudável”.