Mercados em turbulência: Bitcoin desaba 50% e Ibovespa recua 15%
O mercado financeiro global enfrenta uma onda de volatilidade, com o Bitcoin registrando uma queda de 50% em relação ao seu pico histórico, enquanto o Ibovespa despencou de quase 200 mil pontos para 169 mil. Especialistas consultados pela XP Investimentos analisam o cenário e apontam estratégias para investidores.
Bitcoin: comprar, esperar ou sair?
A criptomoeda mais famosa do mundo sofreu uma correção severa, levantando dúvidas entre os investidores. Analistas recomendam cautela: para quem tem perfil de longo prazo, a queda pode ser vista como oportunidade de compra, mas é essencial diversificar e não alocar mais do que 5% do portfólio em ativos de alto risco.
Ibovespa: até onde pode ir a baixa?
O principal índice da Bolsa brasileira acumula perdas de mais de 15% desde o topo histórico. Apenas seis ações escaparam da correção. A XP destaca que o mercado de juros já precifica alta da Selic, com taxas prefixadas próximas a 15% ao ano, o que pressiona ainda mais as ações.
Ações preferidas da XP em 13 setores
A XP Investimentos divulgou uma lista com as ações preferidas em 13 setores da Bolsa brasileira. Entre os destaques estão Petrobras, PRIO e Brava no setor de petróleo, com preços-alvo elevados. No setor imobiliário, o JPMorgan elevou as recomendações de Cury e Direcional para compra, enquanto rebaixou a MRV para neutra.
Reforma tributária e impactos
Especialistas afirmam que a reforma tributária não aumenta impostos diretamente, contrariando temores do mercado. No entanto, a aprovação da PEC 65 e as regras do Pix seguem no centro do debate político, com o segundo escalão do Banco Central defendendo as medidas.
Onde investir no 2º semestre?
A XP preparou um guia com recomendações para o segundo semestre. Na renda fixa, CDBs, LCIs e LCAs ainda oferecem boas taxas, com o dólar em baixa. Fundos imobiliários, como o ALZR11, anunciam programas de recompra de cotas. Já no mercado de criptomoedas, a exchange NovaDAX encerrou operações no Brasil, exigindo saques dos clientes.
Cenário internacional e riscos
O ambiente global também preocupa. Andrew Ross Sorkin alerta que os mercados estão mais perigosos, enquanto a Justiça das Bahamas reconheceu a liquidação do Banco Master, liberando a busca por ativos. Na política externa, Trump culpa o Irã por incidentes no Oriente Médio, e a aprovação do presidente americano segue próxima da mínima histórica.
Para quem busca segurança, especialistas recomendam diversificação e foco em ativos de qualidade, evitando decisões emocionais diante da volatilidade.



