O Banco Central avalia serem mais adequadas, no momento, trajetórias de Selic menos discrepantes às apontadas pelo mercado no boletim Focus, questionário pré-Copom e precificação da política monetária, por evitarem induzir volatilidade excessiva nos ativos financeiros e agregados macroeconômicos, mostrou nesta terça-feira a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
Trajetórias alternativas e convergência da inflação
“Essas trajetórias contemplavam cenários com combinações de diferentes momentos de pausa e retomada do ciclo de calibração”, disse o BC no documento, ressaltando que nesse caso as flutuações da atividade seriam menores, com a inflação convergindo para a meta no primeiro trimestre de 2028.
O BC cortou a Selic em 0,25 ponto percentual na semana passada, a 14,25% ao ano, e deixou os próximos passos em aberto ao argumentar que avaliava trajetórias de juros “alternativas” para atingir a meta de inflação em um horizonte um pouco mais distante.
Impacto nos mercados e expectativas
A ata do Copom indica que o BC prefere evitar movimentos que possam gerar turbulências nos mercados financeiros. Ao alinhar-se mais às expectativas do mercado, a autoridade monetária busca ancorar as projeções de inflação sem provocar oscilações bruscas nos ativos.
Segundo o documento, a decisão de manter a Selic em 14,25% ao ano foi unânime, mas o comitê sinalizou que pode retomar os cortes ou fazer pausas dependendo da evolução do cenário econômico.



