O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga nesta quinta-feira (30) a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) referente a junho de 2026. A expectativa do mercado é de que a taxa de desemprego fique em 7,2%, ligeiramente acima dos 7,1% registrados em maio. O indicador é um dos mais acompanhados pelo Banco Central e pelo governo federal para avaliar a saúde do mercado de trabalho.
Expectativas para o desemprego no Brasil
Segundo analistas consultados pela agência Bloomberg, a mediana das projeções aponta para uma estabilidade no desemprego, com viés de alta devido à sazonalidade negativa do período. O economista-chefe de uma consultoria paulista, que preferiu não ser identificado, afirmou: “A ligeira alta esperada reflete a entrada de jovens no mercado de trabalho em busca do primeiro emprego, mas ainda não há sinais de deterioração significativa.” O IBGE também divulgará a renda média real dos trabalhadores, que em maio ficou em R$ 2.945.
PIB dos Estados Unidos
No exterior, o destaque é a publicação do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos referente ao segundo trimestre de 2026. O Departamento de Comércio norte-americano deve informar uma taxa anualizada de crescimento de 2,1%, contra 1,4% no primeiro trimestre. A aceleração é atribuída ao consumo robusto e aos investimentos empresariais. A leitura preliminar do PIB é crucial para as expectativas de política monetária do Federal Reserve (Fed).
Douglas Porter, estrategista-chefe de uma corretora de Nova York, comentou: “Um número acima de 2% reforça a tese de que a economia americana está resiliente, o que pode levar o Fed a manter os juros elevados por mais tempo.” O mercado monitora o dado de perto, pois impacta diretamente o fluxo de capitais para economias emergentes como o Brasil.
Impactos no mercado financeiro
No Brasil, a combinação dos dados locais e externos deve ditar o humor da Bolsa de Valores (B3) e do câmbio. Caso o desemprego venha dentro do esperado e o PIB dos EUA mostre força, o dólar pode se valorizar frente ao real, pressionando a moeda brasileira. Por outro lado, se o desemprego surpreender para baixo e o PIB americano decepcionar, há espaço para alívio nos juros futuros. O mercado de juros também reagirá aos dados, que influenciam as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom).
A agenda ainda inclui a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (IPP) de junho no Brasil, pela Fundação Getulio Vargas (FGV), e os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, ambos considerados secundários mas que podem afetar o sentimento de curto prazo.



