Liquidação global em tecnologia derruba índices
As ações de tecnologia estão despencando globalmente nesta terça-feira, com investidores preocupados com a postura do Federal Reserve (Fed) e os elevados gastos em inteligência artificial. O movimento de venda generalizado atingiu Wall Street, com os principais índices registrando quedas expressivas.
O Nasdaq, referência em tecnologia, liderou as perdas, pressionado por balanços fracos e perspectivas de juros mais altos por mais tempo. Empresas como Nvidia, Microsoft e Alphabet recuaram fortemente.
Fed e gastos em IA no centro das preocupações
O temor de que o Fed mantenha a taxa de juros elevada por mais tempo para conter a inflação tem levado investidores a reduzir exposição a papéis de crescimento. Além disso, os altos investimentos em inteligência artificial geram dúvidas sobre retorno no curto prazo.
Segundo analistas, o mercado precifica agora a possibilidade de cortes de juros apenas no fim de 2026, o que torna ações de tecnologia menos atrativas.
Ibovespa acompanha aversão ao risco
No Brasil, o Ibovespa opera volátil, refletindo o mau humor externo e a divulgação da ata do Copom. O Banco Central indicou que o custo para levar a inflação à meta já em 2027 é elevado, o que pressiona juros futuros.
O dólar comercial subia 0,8%, cotado a R$ 5,95, enquanto o Tesouro IPCA+ voltou a ultrapassar 8,5% ao ano, com a aversão ao risco.
Petrobras, Vale e BB: reinvestir dividendos?
Em meio à turbulência, investidores se perguntam se vale a pena reinvestir dividendos de gigantes como Petrobras, Vale, Banco do Brasil e Taesa. Especialistas apontam que, com a Selic em patamar elevado, a renda fixa segue competitiva, mas ações de qualidade podem oferecer ganhos de capital no longo prazo.
“O importante é diversificar e não tomar decisões emocionais”, afirma analista da XP. A corretora iniciou cobertura para a Compass com recomendação de compra, projetando potencial de alta de 50%.



