Em um cenário de juros elevados e volatilidade no mercado acionário, apenas quatro ações listadas na B3 conseguiram superar o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) em todos os anos desde 2022. O dado, extraído de um levantamento da plataforma de investimentos, reforça a seletividade necessária para obter retornos acima da renda fixa no período.
O que é o CDI e por que superá-lo é relevante
O CDI é a taxa de referência para a renda fixa no Brasil, próxima à Selic, e serve como parâmetro para investimentos conservadores. Superá-lo consistentemente indica que o ativo gerou retorno ajustado ao risco superior ao da aplicação livre de crédito bancário. Desde 2022, com a Selic em patamares elevados, a maioria das ações ficou abaixo do CDI, tornando a façanha ainda mais notável.
As quatro ações que venceram o CDI todos os anos
Segundo o levantamento, os papéis que cumpriram o feito são de setores específicos: Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4). Essas empresas combinaram forte geração de caixa, pagamento de dividendos e valorização pontual. No caso da Petrobras, os lucros recordes impulsionados pelo petróleo elevaram as ações. A Vale se beneficiou do ciclo de commodities. Já os bancos, Itaú e Bradesco, mantiveram rentabilidade elevada mesmo com inadimplência controlada.
Desempenho detalhado e comparação
O CDI acumulou cerca de 52% entre janeiro de 2022 e junho de 2024. As quatro ações superaram esse percentual com margens variadas: PETR4 valorizou aproximadamente 120%, VALE3 cerca de 70%, ITUB4 65% e BBDC4 60%. Ainda assim, é importante notar que o desempenho passado não garante retornos futuros, e a concentração nesses papéis pode aumentar o risco da carteira.
Impacto para investidores
Para investidores que buscam diversificação, o levantamento serve como alerta: mesmo em um mercado difícil, é possível encontrar boas oportunidades, mas é crucial analisar fundamentos. Especialistas recomendam que, apesar do desempenho superior, esses ativos não devem compor a totalidade da carteira, especialmente em um contexto de incertezas fiscais e mudanças na política monetária.



