As recompras de ações na Bolsa brasileira (B3) aceleraram em 2025 e já somam R$ 11 bilhões, segundo levantamento recente. O movimento é impulsionado por empresas que buscam valorizar seus papéis e otimizar a estrutura de capital. Com a Selic ainda elevada, a recompra se torna uma alternativa atrativa para distribuir valor aos acionistas.
Empresas lideram recompras na B3
Entre as companhias que mais recompraram ações estão grandes nomes como Vale, Petrobras e Itaú Unibanco. O programa de recompra da Vale, por exemplo, já ultrapassou R$ 3 bilhões em 2025. A petroleira Petrobras também destinou cerca de R$ 2,5 bilhões para a recompra de suas ações. Já o Itaú Unibanco recomprou aproximadamente R$ 1,8 bilhão em papéis.
5 ações para ficar de olho
Analistas do mercado destacam cinco ações que podem se beneficiar dos programas de recompra. São elas:
- Vale (VALE3): com forte geração de caixa e valuation atrativo, a mineradora continua recomprando agressivamente.
- Petrobras (PETR4): a estatal mantém política de remuneração ao acionista, incluindo recompra.
- Itaú Unibanco (ITUB4): banco com histórico de recompras e dividendos consistentes.
- Bradesco (BBDC4): após reestruturação, o banco retomou recompras para impulsionar o preço das ações.
- Ambev (ABEV3): a fabricante de bebidas utiliza recompra para neutralizar diluição e gerar valor.
Impacto no mercado
O volume de recompras tem ajudado a sustentar o Ibovespa em meio à volatilidade externa. Segundo especialistas, a tendência é que mais empresas adotem a prática enquanto a Selic permanecer em patamares elevados. A recompra reduz a quantidade de ações em circulação, o que tende a elevar o lucro por ação e o preço dos papéis.
De acordo com o economista do Safra, há 'algo errado' na política econômica, e a crítica à Selic alta reforça o cenário de juros elevados. Apesar disso, as recompras continuam sendo uma ferramenta relevante para os investidores.



