Um fundo patrimonial dedicado à fotografia brasileira foi lançado nesta quarta-feira no Rio de Janeiro. Com aporte inicial de R$ 5 milhões, o fundo será gerido pelo Instituto Moreira Salles (IMS) e tem como objetivo apoiar a produção, preservação e difusão da fotografia no país.
Objetivos do fundo
O fundo, batizado de Fundo Patrimonial da Fotografia Brasileira, pretende captar recursos de doadores e investidores para financiar projetos de longo prazo. Segundo o diretor do IMS, João Moreira Salles, a iniciativa busca garantir sustentabilidade para a área. "A fotografia brasileira tem uma produção rica, mas carece de mecanismos de financiamento perenes. Este fundo é uma resposta a essa necessidade", afirmou.
Os recursos serão aplicados em três eixos principais: preservação de acervos, bolsas de estudo e pesquisa, e exposições e publicações. O IMS já possui um dos maiores acervos fotográficos do Brasil, com mais de 30 mil imagens.
Impacto esperado
O fundo espera alcançar R$ 20 milhões nos próximos cinco anos. A meta é formar um patrimônio que gere rendimentos anuais para financiar projetos sem consumir o principal. Entre os primeiros apoiadores estão a Fundação Roberto Marinho e o empresário Walter Salles.
"É um modelo inovador no Brasil, mas já consolidado em países como Estados Unidos e Reino Unido", explicou a curadora do IMS, Sérgio Burgi. "A fotografia precisa de políticas de estado, mas também de engajamento privado."
Lançamento e próximos passos
O lançamento ocorreu em evento no Rio, com presença de fotógrafos, colecionadores e representantes de instituições culturais. O fundo já está aberto para doações e prevê a criação de um conselho curador com membros da sociedade civil.
"Este é um passo importante para a fotografia brasileira ganhar autonomia e visibilidade internacional", completou Burgi. O IMS planeja divulgar os primeiros projetos beneficiados ainda neste semestre.



