Recompra de ações acelera na Bolsa e atinge R$ 11 bilhões; veja 5 ações para ficar de olho
Recompra de ações atinge R$ 11 bi; veja 5 ações para ficar de olho

As recompras de ações na Bolsa brasileira (B3) aceleraram em 2025 e já somam R$ 11 bilhões, segundo levantamento recente. O movimento é visto como sinal de confiança das empresas em seus próprios papéis e pode gerar oportunidades para investidores. Especialistas indicam cinco ações para acompanhar de perto: Lavvi, Plano & Plano, Embraer, Vamos e Eneva.

O que impulsiona as recompras?

A recompra de ações ocorre quando uma empresa adquire seus próprios papéis no mercado, reduzindo a quantidade em circulação. Isso tende a aumentar o lucro por ação e o valor para os acionistas restantes. No Brasil, o volume de recompras cresceu 30% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado por balanços positivos e juros ainda elevados, que tornam a recompra mais atrativa que outros investimentos.

Segundo analistas do Safra, a aceleração reflete a busca por eficiência de capital. “As empresas estão aproveitando preços descontados para recomprar ações, sinalizando que acreditam no próprio valor”, afirmou o economista-chefe do banco.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

As 5 ações recomendadas

  • Lavvi (LAVV3): Incorporadora com forte geração de caixa e histórico de recompras. A empresa anunciou novo programa de recompra de até R$ 200 milhões.
  • Plano & Plano (PLPL3): Também do setor imobiliário, tem reduzido o número de ações em circulação, o que pode impulsionar o preço.
  • Embraer (EMBR3): A fabricante de aeronaves mantém programa de recompra ativo, com saldo de R$ 1,2 bilhão autorizado.
  • Vamos (VAMO3): Locadora de caminhões e máquinas, registrou receita de R$ 1,55 bilhão no 2º trimestre, alta de 10,1% anual, e segue recomprando ações.
  • Eneva (ENEV3): Empresa de energia tem utilizado a recompra como forma de distribuir valor aos acionistas, com programa de até R$ 500 milhões.

Impacto no mercado

A recompra de ações é vista como alternativa aos dividendos para devolver capital aos acionistas. No entanto, especialistas alertam que é preciso avaliar se a empresa não está sacrificando investimentos necessários. “A recompra faz sentido quando a ação está subvalorizada e a empresa tem caixa excedente”, diz relatório da XP Investimentos.

O movimento também influencia indicadores como o preço sobre lucro (P/L) e o retorno sobre patrimônio líquido (ROE). Empresas que recomgram com frequência tendem a apresentar melhora nesses índices ao longo do tempo.

Contexto macro

A aceleração das recompras ocorre em meio a um cenário de juros altos (Selic a 13,75%) e incertezas fiscais. O economista do Safra criticou a política econômica, afirmando que “há algo errado” e que a Selic elevada prejudica o crescimento. Apesar disso, as empresas seguem confiantes em seus negócios.

Outro destaque foi o anúncio da Telefônica Brasil (VIVT3) de R$ 500 milhões em proventos, com direito a recebimento para acionistas em determinada data. A empresa também tem programa de recompra ativo.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar