O JPMorgan emitiu um alerta sobre o fluxo de investimento estrangeiro para a Bolsa brasileira: o alívio recente não deve se sustentar. Segundo relatório do banco, as saídas líquidas de capital estrangeiro do mercado de ações brasileiro somaram US$ 4,2 bilhões no segundo trimestre de 2025, e a tendência de curto prazo é de continuidade desse movimento.
Fatores que limitam a atratividade
O banco norte-americano aponta que, apesar de uma leve melhora no cenário fiscal e da queda da inflação, os juros ainda elevados no Brasil e a percepção de risco fiscal continuam a desestimular o ingresso de capital estrangeiro. “O alívio no fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira não vai durar”, afirma o relatório, citando que a taxa Selic em 14,25% ao ano e a incerteza sobre o cumprimento da meta fiscal são os principais entraves.
Comparação com outros mercados
O JPMorgan também destaca que outros mercados emergentes, como México e Índia, têm atraído mais capital estrangeiro recentemente, enquanto o Brasil perde participação. O banco estima que, para haver uma reversão consistente, seriam necessárias reformas estruturais e uma sinalização mais clara de responsabilidade fiscal. “Enquanto isso, o fluxo deve permanecer volátil e com viés de saída”, conclui o documento.



