O investimento em inteligência artificial das empresas americanas não deve se pagar totalmente, e o investidor deve optar pelos fabricantes de equipamentos, que terão retornos mais seguros. A afirmação é de Ruy Alves, co-gestor da Kinea Investimentos, durante sua participação na Expert 2026, na sexta-feira (24). “O que é importante saber é que a IA é um grande truque de mágica”, disse Alves.
Capacidade de computação nove vezes maior até 2027
Segundo Alves, no fim de 2027, o mundo deverá ter nove vezes mais capacidade de computação do que antes da era da IA para suportar as funcionalidades dos sistemas. “Antes o computador era um armazém de informações e agora vai ser uma máquina de cálculo de matrizes e vai exigir nove vezes mais capacidade de processamento”, explicou. “Então onde está o gargalo? No equipamento. Por isso não conseguimos sair da questão dos semicondutores”, complementou.
Hiperscalers versus fabricantes de chips
O gestor ressaltou que o modelo de IA mais conhecido, liderado pela Anthropic, desenvolvedora do Claude, dependerá da capacidade da máquina. Para Alves, é difícil prever quem serão os perdedores e vencedores entre os hyperscalers na corrida da IA. Por isso, a aposta mais segura é em quem fabrica os chips. “A opção são as fabricantes de equipamentos de semicondutores e de semicondutores, e não só de desenhos, mas do equipamento mesmo”, afirmou. “Prefiro quem faz chip, não quem desenha”, reforçou.
Impacto para investidores
A análise de Alves sugere que os investidores devem direcionar seus recursos para empresas que produzem os componentes físicos da infraestrutura de IA, como equipamentos de semicondutores, em vez de apostar em empresas que desenvolvem modelos ou prestam serviços de IA. A lógica é que a demanda por capacidade de processamento crescerá exponencialmente, beneficiando quem fornece os meios para atender a essa demanda.



