O Goldman Sachs reiterou sua recomendação de compra para ações brasileiras, destacando que os valuations atrativos colocam o Brasil como uma oportunidade entre os mercados emergentes. Em relatório, o banco americano aponta que a bolsa brasileira está barata em comparação com pares globais, mesmo após o Ibovespa operar perto dos 171 mil pontos.
Ibovespa reduz perdas e busca manter patamar
Na sessão desta quarta-feira (1), o Ibovespa reduzia as perdas e tentava sustentar os 171 mil pontos, em meio a ajustes externos e expectativas sobre o cenário fiscal doméstico. O movimento ocorre após um semestre de altos e baixos para o principal índice da bolsa brasileira.
Segundo analistas do Goldman Sachs, o Brasil oferece uma combinação de juros reais elevados e valuations descontados, o que atrai investidores estrangeiros. “Vemos o Brasil como um dos mercados mais baratos entre os emergentes, com potencial de valorização”, afirmou o banco em nota.
Dólar cai 6% no semestre, mas cenário muda
O dólar registrou queda de quase 6% no primeiro semestre de 2025, mas analistas apontam que o cenário para o real pode mudar nos próximos meses. A moeda brasileira se beneficiou do fluxo de capital estrangeiro e do diferencial de juros, mas incertezas fiscais e políticas podem pressionar a cotação.
O Goldman Sachs também destacou que o fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira tem sido positivo, com quatro momentos distintos ao longo do ano. “O fluxo estrangeiro é um dos principais vetores para o Ibovespa”, completou o relatório.
Petróleo, EUA e dividendos: melhores ativos do semestre
Entre os melhores ativos do primeiro semestre, destacam-se petróleo, ações ligadas aos Estados Unidos e empresas pagadoras de dividendos. A Petrobras, por exemplo, se beneficiou do novo patamar do petróleo em US$ 75, mesmo sob incertezas, segundo o CEO da estatal.
Allos, Equatorial e Alupar estão entre as empresas que pagam dividendos em julho, conforme agenda divulgada. O Tesouro IPCA+ também abriu uma janela rara, com taxas próximas a 8% ao ano, mas especialistas alertam para riscos.
Bitcoin é o pior investimento do semestre
O bitcoin foi apontado como o pior investimento do semestre, com queda expressiva. Entre as razões estão o aperto monetário global e a migração de capital para ativos de renda fixa. Stablecoins, por outro lado, já respondem por 80% do volume de criptomoedas no Brasil, segundo a Receita Federal.



