O Goldman Sachs reiterou sua recomendação de compra para ações brasileiras, destacando que os valuations estão baratos em comparação com outros mercados emergentes. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o banco americano afirma que o Brasil oferece uma combinação atraente de preços baixos e potencial de recuperação econômica.
Ibovespa inicia julho em queda
O Ibovespa iniciou julho em queda, pressionado por fatores externos como o desempenho de Wall Street, a queda das commodities e a proximidade de novas pesquisas eleitorais. O índice recuou 0,5% nos primeiros negócios, acompanhando o movimento negativo dos mercados internacionais.
Segundo analistas, o mercado brasileiro ainda digere as incertezas políticas e fiscais, mas o Goldman Sachs vê espaço para valorização. “As ações brasileiras estão negociando a múltiplos historicamente baixos, o que cria uma janela de oportunidade para investidores de longo prazo”, afirmou o banco.
Petróleo e utilities se destacam no semestre
No acumulado do primeiro semestre, o setor de utilities liderou os ganhos, com alta de 10%, enquanto materiais básicos ficaram para trás. O petróleo entrou em um novo patamar de US$ 75 o barril, mesmo sob incertezas globais, segundo o CEO da Petrobras.
O Goldman Sachs recomenda exposição seletiva a ações de empresas expostas ao consumo interno e à recuperação econômica, além de papéis de energia e infraestrutura.
Fluxo estrangeiro e perspectivas
O fluxo de capital estrangeiro para a Bolsa brasileira tem sido volátil, mas o banco acredita que a melhora do cenário fiscal e a queda da inflação podem atrair novos investidores. “O Brasil continua sendo um dos mercados mais baratos entre os emergentes, com potencial de alta de 20% a 30% nos próximos 12 meses”, projetou o Goldman.



