O Goldman Sachs reiterou sua recomendação de compra para o Brasil no universo de mercados emergentes, citando valuations atrativos e oportunidades de alta. Em relatório, o banco americano destacou que as ações brasileiras estão baratas em termos históricos e em comparação com pares emergentes.
Valuations atrativos
Segundo o Goldman, o índice Ibovespa negocia a múltiplos baixos, com P/L projetado de cerca de 8 vezes para 2025, bem abaixo da média histórica. A análise aponta que o mercado brasileiro descontou riscos fiscais e políticos, mas que fundamentos corporativos seguem sólidos.
O banco também menciona que a combinação de juros elevados e inflação controlada pode abrir espaço para cortes na Selic a partir de 2026, impulsionando a bolsa.
Setores favorecidos
Entre os setores preferidos estão commodities, finanças e utilities. O Goldman destaca que empresas expostas ao agronegócio e à mineração se beneficiam da demanda chinesa, enquanto bancos lucram com spreads altos.
O relatório também ressalta que a Petrobras e a Vale são papéis-chave na carteira recomendada, devido aos dividendos robustos e à exposição global.
Riscos no radar
Apesar da visão positiva, o Goldman alerta para riscos como a incerteza fiscal no Brasil e o cenário eleitoral de 2026. Uma eventual piora nas contas públicas ou a volta de políticas intervencionistas podem frear o fluxo estrangeiro.
O banco estima que o Ibovespa pode atingir 175 mil pontos até o fim de 2025, com potencial de alta de 15% sobre o nível atual.



