A plataforma da XP está oferecendo, nesta quarta-feira (24), CDBs com taxas prefixadas de até 15,200% ao ano, com vencimento em mais de 12 meses, enquanto o dólar opera acima de R$ 5,20. Títulos de inflação pagam até IPCA+9,450% em mais de um ano, e os pós-fixados rendem até 106% do CDI no mesmo prazo.
Ofertas de LCAs e LCIs na XP
As LCAs disponíveis contam com taxas atreladas à inflação de até IPCA+6,250% em um ano, enquanto as pós-fixadas pagam até 87% do CDI em mais de 12 meses. Já as LCIs prefixadas oferecem até 12,000% ao ano em um ano, e as pós-fixadas rendem até 87% do CDI com vencimento superior a um ano.
Exemplos de ativos na plataforma
Entre os CDBs, o Banco XP S.A. oferece 103% do CDI com vencimento em junho de 2028. O Banco C6 paga 102% do CDI com vencimento em junho de 2029. Na LCA, o Sicoob oferece 92% do CDI com vencimento em abril de 2033. A XP disponibiliza mais de mil opções de ativos de renda fixa bancária.
Cenário de juros futuros
As taxas dos juros futuros (DIs) fecharam a terça-feira (23) em queda, com investidores reduzindo prêmios após a divulgação da ata do Copom. O documento reforçou a leitura de que a Selic não deve subir no curto prazo. O movimento foi acompanhado por um ambiente externo mais favorável, com recuo dos rendimentos dos Treasuries.
Sinalização do Banco Central
A comunicação do Banco Central indicou que a autoridade monetária pretende conduzir a inflação à meta de 3% apenas no primeiro trimestre de 2028, evitando um aperto mais agressivo da política monetária no curto prazo. A sinalização foi interpretada como um indicativo de trajetória de juros mais suave, o que pressionou as taxas para baixo.
Movimento na curva de juros
Na curva, a ponta curta liderou o movimento de queda logo no início do pregão, refletindo a retirada de apostas em alta da Selic. Ao longo do dia, o alívio se espalhou, com os vértices mais longos também migrando para o campo negativo. O DI para janeiro de 2028 recuou 15 pontos-base, a 14,545%, enquanto o contrato para janeiro de 2035 caiu 10 pontos-base, a 14,425%, indicando compressão de prêmios nos trechos intermediários e longos.
Interpretação do mercado
Apesar da queda, parte do mercado avaliou a ata como ambígua, ao reconhecer riscos inflacionários ao mesmo tempo em que projeta a convergência apenas em 2028. Ainda assim, prevaleceu a leitura de que o BC evitará movimentos abruptos na Selic, favorecendo o fechamento da curva.
Influência externa
No exterior, o movimento de risk-off — com queda das bolsas e busca por ativos seguros — levou à queda dos rendimentos dos Treasuries, reforçando o alívio nas taxas brasileiras. A combinação de sinalização mais branda do BC e cenário global favorável sustentou o recuo dos juros futuros ao longo da sessão.
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