Ranking da renda fixa no primeiro semestre
No primeiro semestre de 2025, apenas dois investimentos de renda fixa conseguiram superar o CDI, segundo levantamento da XP. O Tesouro IPCA+ e alguns CDBs de alto risco foram os destaques, enquanto a maioria dos títulos tradicionais ficou aquém do índice de referência.
Os vencedores: Tesouro IPCA+ e CDBs
O Tesouro IPCA+ com juros semestrais liderou o ranking, com rentabilidade de 6,8% no período, contra 6,5% do CDI. Em segundo lugar, CDBs emitidos por bancos médios com taxas pré-fixadas acima de 14% ao ano também superaram o índice. Segundo a XP, 'apenas títulos com risco de crédito elevado ou duration longa conseguiram entregar retorno superior ao CDI'.
Por que a maioria ficou para trás?
A queda da Selic para 10,5% ao ano e a curva de juros futura em queda pressionaram os títulos pós-fixados e prefixados. Fundos de renda fixa tradicionais, que investem em títulos públicos e privados de baixo risco, renderam em média 5,9% no semestre, abaixo do CDI. A XP destaca que 'o cenário de juros baixos exige maior exposição a risco para buscar retornos acima do CDI'.
Impacto para o investidor
Com a renda fixa perdendo força, investidores precisam diversificar. O levantamento mostra que fundos multimercados e ações de dividendos tiveram desempenho superior, com alguns fundos rendendo até 9% no período. 'O investidor não pode mais contar apenas com a renda fixa para bater o CDI', alerta a XP.



