Vendas no varejo do Brasil recuam 1,5% em abril, pior que o esperado
Vendas no varejo do Brasil recuam 1,5% em abril, pior que esperado

As vendas no varejo brasileiro registraram queda de 1,5% em abril na comparação com março, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira. O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetava uma redução menor. Na comparação anual, o setor também apresentou desempenho negativo, reforçando os sinais de desaceleração da economia.

Setores mais afetados

Entre os segmentos pesquisados, os que mais contribuíram para a queda foram móveis e eletrodomésticos, com recuo de 3,2%, e tecidos, vestuário e calçados, que caíram 2,8%. O setor de hipermercados e supermercados também registrou baixa de 0,9%. Apenas o segmento de combustíveis e lubrificantes apresentou alta, de 1,1%.

Impacto da inflação e juros altos

Economistas atribuem o fraco desempenho do varejo ao aperto das condições financeiras das famílias, com inflação ainda elevada e juros altos. A taxa Selic, atualmente em 14,25% ao ano, encarece o crédito e reduz o poder de compra. Além disso, o mercado de trabalho, embora aquecido, não tem sido suficiente para sustentar o consumo em patamares mais altos.

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Perspectivas para os próximos meses

Para os próximos meses, a expectativa é de continuidade da desaceleração, com possibilidade de novas quedas nas vendas. O mercado acompanha de perto os próximos dados de atividade e as decisões de política monetária do Banco Central, que deve manter a Selic em patamar elevado por mais tempo para conter a inflação.

O resultado de abril acende um alerta para o governo, que tem apostado em medidas de estímulo ao consumo, como a liberação de saques do FGTS e o aumento do crédito consignado. No entanto, o impacto dessas medidas ainda não se refletiu nos números do varejo.

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