O endividamento das famílias brasileiras atingiu um recorde histórico este ano, e uma das principais causas é o rotativo do cartão de crédito. De acordo com Pedro Daniel Magalhães, executivo do mercado financeiro, essa modalidade de crédito se tornou o maior vilão das finanças pessoais no país.
O que é o rotativo do cartão de crédito?
O rotativo é acionado quando o consumidor não paga o valor total da fatura do cartão de crédito até o vencimento. Nesse caso, o banco cobra juros sobre o saldo devedor, que estão entre os mais altos do mercado. Segundo Magalhães, as taxas podem ultrapassar 300% ao ano, tornando a dívida praticamente impagável.
Impacto no endividamento das famílias
Dados recentes mostram que mais de 70% das famílias brasileiras estão endividadas, e uma parcela significativa desse total tem dívidas no cartão de crédito. "O rotativo é uma armadilha financeira. Muitas pessoas usam o cartão para complementar a renda, mas acabam presas em um ciclo de juros altíssimos", afirma Magalhães.
Por que o rotativo é tão perigoso?
Além das taxas elevadas, o rotativo não tem prazo fixo para pagamento, o que permite que a dívida cresça exponencialmente. O executivo alerta que "o consumidor que entra no rotativo muitas vezes não consegue sair, pois os juros consomem qualquer valor pago". Ele recomenda evitar ao máximo essa modalidade e, se possível, negociar um parcelamento com juros menores.
Alternativas para evitar o rotativo
Magalhães sugere algumas estratégias: pagar sempre o valor total da fatura, usar o crédito de forma consciente e buscar renegociação da dívida com o banco. "O ideal é ter um planejamento financeiro que evite gastos acima do orçamento", conclui.



