Dados do Banco Central divulgados em maio revelam que mais de 80% das famílias brasileiras estão endividadas. O cenário preocupa especialistas, que apontam o parcelamento como a única forma de inclusão ao consumo para parte da população periférica, mas alertam que o endividamento crônico aliena o futuro.
Endividamento atinge recorde
O levantamento do Banco Central mostra que a proporção de famílias endividadas no Brasil atingiu 80,3% em maio, um recorde histórico. Isso significa que oito em cada dez lares brasileiros têm alguma dívida, seja com bancos, lojas ou cartão de crédito.
Parcelamento como única via
Para muitas famílias de baixa renda, o parcelamento é a única forma de adquirir bens de consumo, como eletrodomésticos e eletrônicos. No entanto, essa prática pode levar a um ciclo de endividamento difícil de romper. 'O endividamento é uma condição crônica que aliena o futuro', afirma o economista Ricardo Bergamini, em entrevista ao jornal O Globo.
Impacto na economia
O alto nível de endividamento das famílias tem impacto direto na economia, reduzindo o poder de consumo e a capacidade de poupança. Além disso, compromete a renda futura com juros e parcelas, limitando as escolhas financeiras das pessoas.



