A indústria brasileira registrou em junho o menor nível de estoques em um ano, de acordo com a Sondagem Industrial da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgada nesta quarta-feira. O índice de estoques caiu para o patamar mais baixo desde o mesmo período de 2025, indicando que as empresas estão operando com menor volume de produtos acabados armazenados.
Resultados da sondagem
Segundo a FGV, o índice de estoques recuou para 98,2 pontos, o menor nível desde julho de 2025. O indicador mede a percepção dos empresários sobre o volume de estoques em relação ao planejado. Valores abaixo de 100 pontos indicam que os estoques estão abaixo do nível considerado adequado.
A queda reflete a desaceleração da produção nos meses anteriores e a redução das compras de insumos por parte das indústrias. Apesar do cenário, a sondagem aponta que a expectativa para os próximos meses é de aumento na produção, o que pode elevar a demanda por matérias-primas e gerar pressão sobre os preços.
Impactos na economia
O baixo nível de estoques pode ser um sinal positivo para o setor industrial, indicando que as empresas estão ajustando sua produção à demanda. No entanto, também representa um risco de desabastecimento caso a demanda se recupere rapidamente. A FGV destaca que a redução dos estoques foi mais acentuada em setores como metalurgia e produtos químicos.
“O nível de estoques atual sugere que a indústria pode precisar aumentar a produção nos próximos meses para recompor os estoques, o que contribuiria para o crescimento do PIB industrial”, afirmou o coordenador da pesquisa, em nota.
O mercado financeiro acompanha de perto os indicadores da FGV, que são referência para a análise do ciclo econômico. A queda dos estoques também pode influenciar a decisão do Banco Central sobre a taxa de juros, já que a retomada da atividade industrial pode gerar pressões inflacionárias.



