Geração Z lidera intenção de compra de imóveis no Brasil em 2026
Geração Z lidera intenção de compra de imóveis em 2026

Durante muito tempo, acreditou-se que as novas gerações priorizariam aluguel, mobilidade e experiências em vez da compra da casa própria. Mas os dados mais recentes mostram que essa percepção está mudando rapidamente. Segundo um levantamento da Brain Inteligência Estratégica, realizado em parceria com a ABRAINC (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), 59% dos brasileiros entre 21 e 28 anos pretendem comprar um imóvel em 2026, tornando a Geração Z a faixa etária com maior intenção de compra do país. O percentual supera a média nacional, que ficou em 49%, e revela uma mudança importante no comportamento dos consumidores.

Jovens buscam imóveis que combinem patrimônio e estilo de vida

Mesmo em um cenário de juros elevados, inflação e maior cautela econômica, os jovens continuam enxergando o imóvel como uma forma de construir patrimônio, conquistar estabilidade financeira e investir na própria qualidade de vida. Essa transformação já começa a influenciar o desenvolvimento de novos empreendimentos em todo o Brasil e também impacta o mercado imobiliário de alto padrão, especialmente em cidades como Curitiba.

A Geração Z ainda quer ter um imóvel, mas procura algo diferente. Se antes o sonho da casa própria estava associado apenas à conquista de um patrimônio, hoje ele também está ligado ao estilo de vida. A nova geração busca imóveis que acompanhem sua rotina e ofereçam mais praticidade, conforto e flexibilidade. Entre os principais fatores considerados na decisão de compra estão: localização estratégica; mobilidade urbana; tecnologia integrada; ambientes para home office; áreas compartilhadas; sustentabilidade; boa infraestrutura; segurança.

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Mudança no perfil dos empreendimentos

Mais do que comprar metros quadrados, a Geração Z procura investir em lugares que proporcionem uma experiência melhor de viver. Essa mudança explica por que tantos empreendimentos passaram a oferecer coworkings, academias, espaços gourmet, lavanderias compartilhadas, bicicletários e áreas voltadas ao bem-estar. O imóvel deixa de ser apenas um endereço e passa a fazer parte da rotina.

Apesar da ideia de que os jovens preferem apenas experiências e liberdade, os dados mostram outra realidade. Em um cenário econômico marcado por incertezas, possuir um imóvel representa: segurança financeira; estabilidade; independência; proteção patrimonial; planejamento para o futuro. Essa visão ajuda a explicar por que a intenção de compra segue elevada mesmo com a taxa Selic em patamares altos. O imóvel continua sendo percebido como um investimento sólido no longo prazo.

Tecnologia e sustentabilidade como requisitos

Uma geração que nasceu conectada naturalmente espera que os imóveis acompanhem esse comportamento. Hoje, recursos como fechaduras digitais, automação residencial, infraestrutura para internet de alta velocidade, tomadas USB, controle de iluminação e aplicativos para gestão condominial já fazem parte das expectativas de muitos compradores. Mas tecnologia, sozinha, já não basta. Ela precisa melhorar a experiência de morar.

Outro aspecto muito presente entre os jovens compradores é a preocupação com a sustentabilidade. Esse comportamento também aparece em estudos da consultoria McKinsey & Company, que mostram um crescimento contínuo da preferência dos consumidores por produtos e serviços alinhados a práticas sustentáveis. No mercado imobiliário, isso se traduz em maior interesse por empreendimentos com eficiência energética, certificações ambientais e soluções que reduzam custos operacionais ao longo do tempo. Entre os atributos valorizados estão: eficiência energética; reaproveitamento de água; iluminação natural; ventilação cruzada; áreas verdes; bicicletários; infraestrutura para carros elétricos.

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Alto padrão também se transforma

Essa transformação não acontece apenas no mercado de imóveis compactos. Ela também influencia o segmento de alto padrão. O comprador premium de hoje, inclusive os mais jovens que começam a construir patrimônio ou recebem sucessões familiares, busca imóveis que entreguem uma experiência completa. Em vez da ostentação, cresce a valorização por atributos como arquitetura autoral, localização privilegiada, iluminação natural, integração com áreas verdes, plantas inteligentes, conforto acústico e privacidade.

É uma mudança que acompanha uma tendência já observada em Curitiba: o luxo deixou de ser sinônimo de excesso e passou a estar muito mais ligado à qualidade de vida.

Curitiba como destino para a nova geração

Poucas cidades brasileiras reúnem tantas características valorizadas pelos compradores contemporâneos quanto Curitiba. Ao longo das últimas décadas, a capital paranaense consolidou uma reputação ligada a planejamento urbano, mobilidade, áreas verdes, bairros arborizados, arquitetura contemporânea e qualidade de vida. Esses atributos fazem com que bairros como Batel, Bigorrilho, Ecoville, Cabral e Campo Comprido continuem atraindo compradores que desejam unir conforto, conveniência e valorização patrimonial.

No segmento de alto padrão, esse movimento é ainda mais evidente. Quem compra um imóvel premium em Curitiba normalmente busca um conjunto de fatores que vai muito além da metragem. Procura localização, arquitetura, exclusividade e uma rotina mais equilibrada.

Mercado imobiliário se adapta

As incorporadoras perceberam rapidamente essa mudança. Hoje, muitos lançamentos são planejados pensando não apenas na planta ou na fachada, mas na experiência de quem vai morar. Ganham espaço empreendimentos que oferecem espaços de convivência, academias completas, áreas wellness, coworkings, rooftops, serviços compartilhados e soluções inteligentes para o dia a dia. No alto padrão, essa evolução também aparece em projetos assinados por grandes escritórios de arquitetura, com forte integração entre paisagismo, design e funcionalidade.

A entrada da Geração Z no mercado imobiliário representa muito mais do que uma renovação do perfil dos compradores. Ela marca uma mudança na forma como as pessoas entendem o ato de morar. O imóvel continua sendo patrimônio, mas também passa a representar bem-estar, flexibilidade, praticidade e qualidade de vida. Para cidades como Curitiba, essa transformação acontece de maneira bastante natural, pois muitos dos atributos valorizados pelos jovens compradores já fazem parte da identidade local.