A seleção marroquina não conseguiu repetir o feito heroico das semifinais da última Copa do Mundo, sendo eliminada nas quartas de final pela França, que venceu por 2 a 0 em Boston, na quinta-feira (9). Apesar da derrota, o desempenho de Marrocos neste torneio ampliado para 48 seleções é considerado um sucesso: tornou-se a primeira nação africana a chegar a quartas de final consecutivas, eliminando a Holanda e assustando o Brasil na fase de grupos.
Desempenho histórico e transição técnica
Havia dúvidas sobre como a equipe se sairia após a troca de técnico três meses antes da competição, mas Mohamed Ouahbi fez uma transição perfeita das categorias de base para a seleção principal, após levar Marrocos ao título da Copa do Mundo Sub-20 no ano passado.
“Temos uma equipe jovem que quer crescer e que continuará a fazê-lo. Temos jogadores talentosos que nos permitirão crescer”, disse Ouahbi após a partida. O foco agora se volta para a Copa do Mundo de 2030, que Marrocos co-organizará com Portugal e Espanha, tendo vaga garantida.
Desafios futuros e Copa Africana das Nações
Antes de 2030, Ouahbi terá que enfrentar duas edições da Copa Africana das Nações, em 2027 e 2028. Ele está ciente da precariedade do cargo de técnico na África, onde fracassos em torneios invariavelmente levam a mudanças. Seu antecessor, Walid Regragui, foi criticado após perder a final da Copa das Nações para Senegal em Rabat, em janeiro.
“Precisamos primeiro nos classificar para a Copa das Nações e vencê-la. Precisamos dar um passo atrás e garantir que tenhamos uma equipe capaz de criar e alimentar sonhos no futuro. E conquistar títulos para garantir que estamos no caminho certo”, acrescentou Ouahbi.



