Famílias antecipam futuro e repensam compra de imóveis no Brasil
Famílias repensam compra de imóveis no Brasil

As famílias brasileiras estão repensando a compra de imóveis, antecipando mudanças econômicas e priorizando imóveis menores. Uma pesquisa recente do Secovi-SP revela que 60% dos entrevistados planejam adiar a aquisição de um imóvel nos próximos 12 meses, citando incertezas no mercado de trabalho e juros elevados.

Mudança de prioridades na hora de comprar

Segundo especialistas, o perfil do comprador está mudando. “As famílias estão deixando de lado os imóveis grandes em regiões centrais para buscar opções mais enxutas e acessíveis, muitas vezes em bairros periféricos”, afirma Ana Paula Silva, analista do mercado imobiliário do Ibmec. O dado é corroborado por um levantamento do Creci-SP, que aponta que 48% das negociações em 2025 foram para apartamentos de até 60 m², ante 35% em 2020.

Impacto nas incorporadoras e no setor

As incorporadoras já ajustam seus lançamentos. Empresas como a MRV e a Cyrela têm focado em unidades menores e com preços mais competitivos. A tendência também reflete o aumento do home office, que reduz a necessidade de espaço extra. “Quem pode trabalhar de casa prefere gastar menos com moradia e investir em outras áreas, como educação e lazer”, diz Carlos Alberto, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc).

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Desafios para famílias de baixa renda

A situação é mais crítica para famílias de baixa renda, que enfrentam dificuldades de acesso ao crédito. O programa Casa Verde e Amarela teve queda de 30% nas contratações em 2025, segundo dados do Ministério das Cidades. Para essas famílias, a alternativa tem sido o aluguel, que cresceu 12% no último ano, conforme o índice FipeZAP.

Perspectivas para 2026

As projeções indicam que o mercado imobiliário continuará se adaptando. “A tendência é de imóveis mais compactos e sustentáveis, com tecnologia embarcada”, prevê Silva. O mercado de reformas também deve aquecer, já que muitos optam por adaptar o imóvel atual em vez de comprar um novo. A pesquisa do Secovi-SP mostra que 35% dos entrevistados preferem reformar a mudar de casa.

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