Em uma ação de emergência para conter o surto de doenças infecciosas virais no Amapá, o programa +Vacina, da Vigilância em Saúde do Estado, iniciou uma busca ativa por pessoas não vacinadas em Macapá. A iniciativa percorre as quatro zonas da capital oferecendo diretamente nas casas a imunização contra a Influenza, com o objetivo de reduzir o número de internações hospitalares e proteger a população mais vulnerável.
Contexto de emergência e baixa cobertura vacinal
O governo federal reconheceu a situação de emergência nos 16 municípios do Amapá devido ao aumento de síndromes respiratórias agudas graves. A superintendente de Vigilância em Saúde, Ana Cláudia Pimentel Costa, explicou que a campanha de vacinação contra Influenza começou em 2 de novembro do ano passado e deveria ter sido encerrada em 28 de fevereiro. “Nós iniciamos a campanha de vacina contra influenza em 2 de novembro do ano passado. Essa campanha era para ter finalizado em 28 de fevereiro. O estado do Amapá, assim como todo o Brasil, teve uma cobertura vacinal muito baixa”, destacou.
Resultados iniciais da busca ativa
Em apenas 10 dias de visitas domiciliares, a equipe já aplicou 889 doses da vacina, todas voltadas ao público-alvo: crianças, idosos e grávidas. “Isso é muito importante. O município de Macapá foi priorizado porque tinha a cobertura vacinal mais baixa e também o maior número de casos de síndrome respiratória aguda grave. Então, a gente começa por quem está com menor cobertura e provocando maior número de doenças, justamente para achatar essa curva de crescimento. Por isso estamos nas ruas”, afirmou Ana Cláudia.
Visitas domiciliares e encaminhamento para unidades de saúde
Segundo a Vigilância em Saúde, 1.586 domicílios já foram visitados e 466 cartões de vacina foram consultados. Os profissionais avaliam a situação vacinal de cada morador e encaminham as pessoas às unidades de saúde mais próximas para receberem as doses necessárias. A superintendente ressaltou que a vacinação é capaz de evitar a evolução para quadros graves. “Todos os casos, sem exceção, das pessoas que contraíram síndrome respiratória aguda grave e os óbitos não foram vacinados. Isso comprova que a vacina é eficaz. Se você vacinou, você não vai evoluir para uma doença respiratória grave. Isso é fato”, concluiu.
Impacto da SRAG na população vulnerável
A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ocorre de forma sazonal, coincidindo com o período de inverno e chuvas, quando pessoas com imunidade baixa enfrentam mais problemas e os hospitais sofrem com lotação. “Aquelas pessoas vulneráveis, que têm imunidade mais baixa, agravam, internam. As doenças respiratórias, quando evoluem para gravidade, requerem internação. Muita gente vai para UTI, entuba, como é o caso de crianças e idosos. E os óbitos, a maioria deles, são justamente de crianças e idosos, que são uma população muito vulnerável”, explicou Ana Cláudia.
Disponibilidade de vacinas e planos futuros
As vacinas ofertadas pelo Ministério da Saúde estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde em Macapá de segunda a sexta, das 8h às 18h. Com o sucesso do programa, a Vigilância em Saúde pretende ampliar a oferta de outras vacinas que também apresentam baixa cobertura. A ação faz parte de uma estratégia mais ampla para proteger a população, conter a propagação das doenças e reforçar o sistema de saúde diante da crise no estado do Amapá.



