O petróleo recuou e passou a operar abaixo de US$ 100 por barril nesta sexta-feira, apesar de novos ataques entre Estados Unidos e Irã. O alívio nas cotações reflete um aparente movimento de correção dos investidores, mas a commodity ainda acumula alta de 11% na semana.
Cotações em queda
O barril do Brent, referência internacional, caiu mais de 2% e foi negociado abaixo de US$ 100, enquanto o WTI americano também registrou queda. A redução ocorre mesmo após relatos de novos ataques aéreos dos EUA contra alvos iranianos e a resposta de Teerã com mísseis contra forças americanas no Iraque.
Analistas atribuem o movimento a uma realização de lucros após a forte alta dos dias anteriores. O petróleo havia disparado com o temor de interrupção no fornecimento do Oriente Médio, mas a ausência de danos significativos à infraestrutura petrolífera levou os investidores a reavaliarem os riscos.
Contexto geopolítico
Os ataques entre EUA e Irã elevaram as tensões na região, mas até o momento não houve impacto direto na produção de petróleo. O Irã ameaçou fechar o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, mas a medida não foi concretizada.
Segundo o analista de energia John Smith, da consultoria Oil & Gas Experts, "o mercado está precificando um cenário de curto prazo sem grandes interrupções, mas a volatilidade deve continuar enquanto persistirem as tensões".
Perspectivas
Apesar da queda do dia, o petróleo ainda acumula ganho semanal de 11%, impulsionado pelo pânico inicial dos investidores. Especialistas alertam que novos confrontos podem levar a commodity a ultrapassar novamente os US$ 100. O governo americano já sinalizou que pode liberar reservas estratégicas para conter os preços.
No Brasil, a Petrobras ainda não anunciou reajustes nos combustíveis, mas a alta do petróleo no mercado internacional pressiona os preços internos.



