Petróleo fecha em queda pelo 3º dia com fluxo em Ormuz e negociações com Irã
Petróleo fecha em queda pelo 3º dia com fluxo em Ormuz

Os preços do petróleo fecharam em queda pelo terceiro dia consecutivo nesta quinta-feira, pressionados pela normalização do fluxo de navios no Estreito de Ormuz e pelo avanço nas negociações com o Irã. O Brent, referência global, recuou 2,3%, para US$ 71,50 o barril, enquanto o WTI caiu 2,5%, para US$ 67,80.

Normalização do fluxo em Ormuz alivia oferta

O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, voltou a operar normalmente após interrupções temporárias na semana passada. A retomada do fluxo reduziu os prêmios de risco que haviam elevado as cotações. Segundo a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA), os estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos aumentaram em 2,5 milhões de barris na última semana, acima das expectativas do mercado.

Negociações com Irã avançam

Paralelamente, as negociações entre potências ocidentais e o Irã sobre o programa nuclear iraniano mostraram progresso, aumentando a perspectiva de que sanções ao petróleo iraniano possam ser aliviadas. Isso poderia adicionar até 1 milhão de barris por dia ao mercado global, segundo analistas do Goldman Sachs. "O mercado está precificando uma maior oferta potencial, o que pressiona os preços para baixo", disse o analista de energia John Kemp, da Reuters.

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Impacto nos mercados financeiros

A queda do petróleo também afetou ações de empresas do setor e moedas de países exportadores. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, manteve-se estável, mas ações da Petrobras recuaram 1,2%. O dólar comercial subiu 0,3%, cotado a R$ 5,20, refletindo a aversão ao risco global.

Analistas do Bank of America alertam que o dólar forte continua a ameaçar ações de mercados emergentes, mas o Brasil pode resistir melhor devido à sua exposição a commodities. "A queda do petróleo pode ser um alívio temporário para a inflação, mas não resolve as pressões fiscais", destacou o economista-chefe do banco, David Hauner.

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