Petróleo amplia perdas e Brent atinge menor nível desde fevereiro
Petróleo amplia perdas; Brent atinge menor nível desde fevereiro

Os preços do petróleo ampliaram as perdas nesta quarta-feira, com o Brent caindo para o menor nível desde antes dos ataques aéreos de EUA e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro. O alívio nas preocupações com interrupções no fornecimento, especialmente no Estreito de Ormuz, pressionou as cotações.

Brent e WTI recuam mais de 3%

Os contratos futuros do petróleo Brent — referência internacional — para entrega em agosto caíam 3,05%, para US$ 74,73 o barril. Já os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) dos EUA para agosto operavam em baixa de cerca de 3%, cotados a US$ 71,02 o barril.

Trump critica empresas de petróleo e anuncia investigação

O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou as empresas de petróleo por não reduzirem os preços da gasolina na mesma proporção da queda do petróleo bruto. "As grandes empresas de petróleo não estão baixando os preços nas bombas de forma proporcional aos preços muito mais baixos que pagam pelo petróleo. Esses preços estão despencando!", escreveu Trump em publicação na Truth Social. "Instruí o Departamento de Justiça a começar a investigar isso imediatamente. É bom que os preços da gasolina comecem a cair muito mais rápido do que estou vendo!", acrescentou.

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Karen Young, pesquisadora sênior do Centro de Política Energética Global da Universidade de Columbia, classificou a declaração como "teatro político" e explicou que "não é bem assim que funcionam os preços da gasolina nos EUA". Segundo ela, impostos estaduais e locais incidem sobre o preço final, e o repasse da queda do petróleo bruto leva semanas para chegar aos consumidores.

Sinais de normalização no Estreito de Ormuz

Investidores se animaram com sinais de que o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz pode voltar ao normal. Mais de 11.000 marítimos retidos no Golfo Pérsico começarão a sair pela rota após garantias de segurança, segundo a Organização Marítima Internacional (IMO). "Obtivemos as garantias de segurança necessárias e verificamos minuciosamente as condições para uma navegação segura", afirmou o Secretário-Geral da IMO, Arsenio Dominguez, em comunicado. A operação será feita "em estreita cooperação com o Irã, Omã, todos os demais Estados costeiros da região, os Estados Unidos e o setor marítimo".

Aditi Rasquinha, CEO da DHL Global Forwarding para a Grande China, disse ao programa "Squawk Box Asia" da CNBC que as pressões sobre a cadeia de suprimentos aumentaram devido aos tempos de trânsito mais longos e interrupções no transporte aéreo de carga. "Com a abertura do Estreito, é provável que grande parte dessa situação se amenize", afirmou, ressaltando que a normalização levará algum tempo.

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