Petróleo cai para abaixo de US$ 90 com sinais de distensão entre EUA e Irã
Petróleo abaixo de US$ 90 com sinais de distensão EUA-Irã

O petróleo Brent, referência internacional, fechou em queda nesta quarta-feira (27) abaixo dos US$ 90 o barril pela primeira vez em semanas, refletindo a crescente expectativa de uma abertura diplomática entre Estados Unidos e Irã. O contrato para setembro recuou 2,5%, para US$ 88,50 o barril, na ICE Futures Europe.

Sinais de distensão geopolítica

A redução das tensões entre Washington e Teerã foi o principal motor da desvalorização. Relatos de que diplomatas dos dois países retomaram conversas informais sobre o programa nuclear iraniano e sanções econômicas alimentaram a aposta dos investidores em um eventual aumento da oferta de petróleo iraniano no mercado global.

O Irã possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, mas sua produção está restrita por sanções ocidentais. Analistas estimam que um eventual acordo poderia adicionar cerca de 1 milhão de barris por dia à oferta global, o que ajudaria a aliviar as pressões sobre os preços.

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Impacto nos mercados

A queda do petróleo teve impacto imediato nos mercados financeiros. As ações de petroleiras, como Petrobras e Exxon, registraram perdas, enquanto setores dependentes de combustíveis, como aviação e transportes, tiveram ganhos. O barril do tipo WTI, referência americana, também caiu, para US$ 85,20.

Especialistas alertam, no entanto, que a volatilidade deve continuar. "O mercado ainda está cauteloso, pois as negociações são frágeis e podem se romper a qualquer momento", afirmou um analista do Bank of America, em nota a clientes. "Mas o simples fato de haver um canal aberto de diálogo já é um alívio para os preços."

Perspectivas

Analistas do setor projetam que, se as conversas evoluírem para um acordo formal, o petróleo pode testar o suporte dos US$ 85 o barril nas próximas semanas. No entanto, a demanda global aquecida, especialmente na China e nos EUA, limita quedas mais acentuadas.

O ministro de Energia da Arábia Saudita, em evento fechado, teria dito que o reino está monitorando a situação e que "a Opep+ agirá conforme necessário para equilibrar o mercado". A organização já planeja aumentar gradualmente a produção a partir de outubro.

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