Goldman Sachs: Oleodutos podem reduzir dependência do Estreito de Ormuz
Oleodutos podem reduzir dependência do Estreito de Ormuz

A recente alta dos preços do petróleo, impulsionada por ataques a petroleiros e pela retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã, reforça a importância do Estreito de Ormuz para o mercado global de energia no curto prazo. No entanto, o Goldman Sachs avalia que essa dependência pode diminuir significativamente nos próximos anos.

Expansão de oleodutos pode reduzir vulnerabilidade

Segundo o banco, a expansão da rede de oleodutos no Oriente Médio poderá proteger mais de 60% das exportações de petróleo dos países do Golfo Pérsico de eventuais interrupções em Ormuz até o fim de 2028. Em um cenário mais otimista, esse percentual poderia chegar a 75%.

Para o Goldman, a principal implicação é que o prêmio geopolítico embutido nos preços do petróleo pode perder força no longo prazo. Embora uma nova escalada do conflito entre EUA e Irã ainda tenha potencial para impulsionar fortemente as cotações no curto prazo, a criação de rotas alternativas de escoamento reduziria gradualmente a vulnerabilidade da oferta global.

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Capacidade adicional de oleodutos

O banco estima que a capacidade adicional de oleodutos poderá aumentar em 7,3 milhões de barris por dia até o fim de 2028, elevando a capacidade efetiva total para mais de 14 milhões de barris diários. Historicamente, projetos de oleodutos no Oriente Médio têm levado cerca de dois anos e meio para serem concluídos, prazo considerado relativamente curto para o setor.

Assim, embora o Estreito de Ormuz continue sendo um dos principais focos de atenção para o mercado de petróleo, o Goldman Sachs avalia que sua importância estratégica tende a diminuir ao longo dos próximos anos, limitando o impacto estrutural de futuras tensões geopolíticas sobre os preços do petróleo.

Projeções de longo prazo

No auge do conflito entre Estados Unidos e Irã, o Goldman Sachs elevou sua projeção de longo prazo para o petróleo Brent em US$ 9 por barril, para US$ 76, refletindo um prêmio estrutural maior relacionado aos riscos de segurança. Os ataques recentes reforçam que as exportações do Golfo permanecem cercadas de incertezas e que uma nova escalada do conflito pode voltar a impulsionar os preços do petróleo no curto prazo.

Por outro lado, o banco destaca que a expansão da infraestrutura de oleodutos fora do Estreito de Ormuz representa um risco de baixa para suas projeções de longo prazo, ao reduzir gradualmente a vulnerabilidade da oferta global a interrupções na principal rota marítima da região.

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