O investimento em infraestrutura no Brasil deve alcançar R$ 300 bilhões em 2026, impulsionado pelo crescimento das parcerias público-privadas (PPPs). A projeção foi divulgada pela ACCIONA, empresa espanhola que atua no setor, e aponta que o modelo de concessões e PPPs está reposicionando a infraestrutura como pilar do desenvolvimento sustentável no país.
Expansão das PPPs e impacto econômico
Segundo a ACCIONA, o volume de investimentos em infraestrutura no Brasil vem crescendo de forma consistente, com as PPPs desempenhando papel central. Em 2023, os investimentos somaram cerca de R$ 200 bilhões, e a previsão é de que atinjam R$ 300 bilhões em 2026, um aumento de 50% em três anos. Esse crescimento é atribuído à maturação de projetos em setores como transporte, saneamento e energia.
Modelo financeiro e metas socioambientais
A ACCIONA destacou o modelo financeiro da Linha 6-Laranja do metrô de São Paulo como exemplo de integração entre infraestrutura e sustentabilidade. O projeto, estruturado pela empresa, inclui metas socioambientais vinculadas ao financiamento, como redução de emissões de carbono e geração de empregos locais. “As PPPs permitem alocar riscos de forma eficiente e atrair capital privado para projetos de longo prazo, com benefícios sociais e ambientais mensuráveis”, afirmou representante da ACCIONA.
Setores estratégicos e perspectivas
Os setores que mais devem atrair investimentos são transportes (rodovias, ferrovias e metrôs), saneamento básico e energia renovável. A ACCIONA estima que as PPPs representarão cerca de 40% do total de investimentos em infraestrutura até 2026, ante 30% em 2023. O governo federal e estaduais têm ampliado os programas de concessão, com destaque para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e iniciativas estaduais.
Desafios e oportunidades
Apesar do otimismo, a ACCIONA ressalta desafios como a necessidade de segurança jurídica, previsibilidade regulatória e financiamento de longo prazo. No entanto, a empresa vê oportunidades na diversificação de fontes de recursos, incluindo fundos de pensão e investidores estrangeiros. “O Brasil tem um enorme potencial para se tornar referência global em infraestrutura sustentável, desde que mantenha o ritmo de reformas e inovação nos modelos de contratação”, concluiu o representante.



