Bandeira tarifária de agosto segue amarela e conta terá custo extra
Bandeira tarifária de agosto segue amarela; conta terá custo extra

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (31) que a bandeira tarifária permanecerá amarela durante todo o mês de agosto. Com isso, os consumidores de energia elétrica atendidos pelo sistema cativo terão um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos. A decisão foi comunicada oficialmente e reflete as condições atuais de geração de energia no país, marcadas pelo período seco e pela necessidade de acionamento de usinas termelétricas.

Bandeira amarela desde maio

O ano de 2025 começou com condições mais favoráveis para a geração de energia. De janeiro a abril, a bandeira tarifária ficou na cor verde, que não representa nenhum custo adicional na conta de luz. Em maio, no entanto, a Aneel acionou a bandeira amarela e essa situação se manteve nos meses seguintes. Com o anúncio desta sexta, agosto seguirá com a cobrança extra.

De acordo com a Aneel, a manutenção da bandeira amarela “reflete condições menos favoráveis de geração de energia no país em razão do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado”. O texto faz parte da nota oficial divulgada pela agência.

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Entenda o sistema de bandeiras tarifárias

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias é uma ferramenta da Aneel para dar transparência ao consumidor sobre as condições de geração de energia no Brasil. A cada mês, a agência define uma cor — verde, amarela ou vermelha — que indica se há ou não custo extra na tarifa de energia elétrica.

A bandeira verde significa condições favoráveis de geração e, portanto, nenhum acréscimo na conta. A amarela indica condições menos favoráveis, com acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Já a bandeira vermelha é dividida em dois patamares: o patamar 1 representa condições mais custosas e adiciona R$ 4,463 por 100 kWh; o patamar 2, condições ainda mais custosas, com acréscimo de R$ 7,877 por 100 kWh.

Valores de cada bandeira em agosto

Para facilitar a compreensão, a Aneel divulga os seguintes valores:

  • Bandeira verde: condições favoráveis de geração; tarifa sem acréscimo.
  • Bandeira amarela: condições menos favoráveis; acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh.
  • Bandeira vermelha – Patamar 1: condições mais custosas; acréscimo de R$ 4,463 a cada 100 kWh.
  • Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais custosas; acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 kWh.

Quem paga a bandeira tarifária

O sistema de bandeiras tarifárias é aplicado a todos os consumidores cativos das distribuidoras de energia elétrica. Isso inclui residências, comércios e indústrias que compram energia diretamente da concessionária local. Ficam de fora apenas os consumidores localizados em sistemas isolados, que não são conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

O impacto prático pode ser calculado facilmente. Para quem consome 200 kWh por mês, o adicional será de R$ 3,77. Já um consumo de 300 kWh resulta em R$ 5,65 extras na conta de luz. Valores que, somados ao longo do período seco, podem pesar no orçamento doméstico.

Recomendações da Aneel

Diante do cenário de bandeira amarela, a Aneel reforça a importância do uso eficiente de energia. Na nota oficial, a agência afirma: “Diante desse cenário, a Agência reforça a importância da adoção de hábitos eficientes de consumo para evitar desperdícios e contribuir para a economia doméstica e a sustentabilidade do setor elétrico”.

A recomendação vale especialmente para os horários de pico e para o uso de aparelhos de alto consumo, como ar-condicionado, chuveiro elétrico, ferro de passar e máquinas de lavar. Evitar o desperdício é uma forma de reduzir o valor final da conta, independentemente da bandeira em vigor.

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Perspectiva para os próximos meses

A manutenção da bandeira amarela em agosto sugere que o período seco continua a afetar a geração de energia hidrelétrica. Especialistas apontam que, se as condições não melhorarem, a bandeira pode mudar para vermelha nos próximos meses, o que elevaria ainda mais o custo para o consumidor. Por enquanto, a Aneel não sinalizou qualquer mudança para setembro.

O acompanhamento mensal das bandeiras é uma prática consolidada no setor elétrico brasileiro. A cada final de mês, a Aneel anuncia a cor que valerá no mês seguinte, permitindo que o consumidor se programe e ajuste seus hábitos de consumo de acordo com o custo da energia.