A LVMH, maior conglomerado de luxo do mundo, reportou um avanço de 8% nas vendas do segundo trimestre de 2026, alcançando €22,5 bilhões, impulsionado pela forte demanda nos Estados Unidos, que compensou o impacto negativo da guerra no Ira e a desaceleração do mercado chinês.
Desempenho por regiões
As vendas na América do Norte cresceram 12% no período, impulsionadas por consumidores de alta renda que aumentaram os gastos em moda, joias e vinhos. Já na Ásia, excluindo o Japão, as vendas caíram 3%, refletindo a queda na confiança do consumidor chinês e os efeitos do conflito no Oriente Médio.
Impacto da guerra no Ira
O conflito no Ira afetou a logística e o turismo na região do Golfo, mas a diversificação geográfica da LVMH minimizou os danos. Segundo o CFO Jean-Jacques Guiony, “a resiliência do mercado americano foi fundamental para manter o crescimento, mesmo com os desafios geopolíticos e a inflação persistente na Europa.”
Categorias em destaque
- Moda e artigos de couro: alta de 9%, liderada por Louis Vuitton e Dior.
- Joias e relógios: crescimento de 11%, com forte desempenho da Tiffany & Co.
- Vinhos e destilados: estáveis, com ligeira queda nas vendas de champanhe.
Perspectivas para o segundo semestre
A LVMH projeta um crescimento moderado, com investimentos em marketing nos EUA e expansão no mercado de luxo acessível. A empresa também monitora os efeitos da política monetária do Federal Reserve sobre o consumo de luxo.



