A tenista austríaca Lilli Tagger conquistou o título do WTA 250 de Praga no último domingo (26) e, com apenas 18 anos, tornou-se a atleta mais jovem a figurar entre as 50 melhores do mundo, ocupando agora a 45ª posição no ranking mundial. Seu primeiro título da carreira na WTA também carrega um significado especial: Tagger é treinada por Francesca Schiavone, ex-número 4 do mundo e campeã de Roland Garros em 2010, que se afastou das quadras para tratar um câncer e hoje está livre da doença.
Trajetória de superação de Francesca Schiavone
Francesca Schiavone, que entrou para a história ao disputar o jogo mais longo dos torneios femininos do Grand Slam na Era Aberta — uma partida de 4 horas e 44 minutos contra Svetlana Kuznetsova nas oitavas de final do Aberto da Austrália de 2011 —, anunciou o fim de sua carreira em 2018, aos 38 anos. Cerca de um ano depois, revelou que se afastou das quadras para tratar um tumor maligno, cujo local não foi divulgado. A italiana passou oito meses em quimioterapia e comemorou nas redes sociais quando se curou.
Em depoimento em vídeo, Schiavone declarou: "Isso foi o que aconteceu nos últimos sete meses da minha vida: me diagnosticaram um tumor maligno e isso foi algo bastante duro. A coisa mais bela é que consegui vencer essa batalha. Me lembro quando disse, há uns dias, que busco a felicidade e, hoje, vivo com felicidade. Já estou pronta para novos projetos em que já estou pensando, já existem, mas ainda não posso falar para vocês. Nos vemos logo. Felizes são aqueles que aproveitam o hoje".
O retorno ao circuito como técnica
Sete anos depois, Schiavone reapareceu no circuito da WTA, mas em outra perspectiva. Em 2022, criou a fundação "Schiavone Team Lab", onde treina crianças e adolescentes que buscam se profissionalizar no tênis. Lilli Tagger foi uma das jovens participantes do projeto e, sob os comandos da campeã de Roland Garros, conquistou seu primeiro título WTA em uma partida de 1h29 min, com vitória de 7/6 (7-3) e 6/2, mostrando por que é considerada uma das promessas da modalidade.
Ao final da partida, Schiavone foi flagrada emocionada, diante da vitória — dentro e fora de quadra. A ex-top 5 do mundo, que em 2016 venceu o Rio Open e celebrou imitando o Cristo Redentor, lendo um discurso em português declarando seu amor pelo Brasil, agora celebra o sucesso de sua pupila.



