Usiminas projeta estabilidade em siderurgia e queda em mineração no 3º trimestre
Usiminas: estabilidade em siderurgia, queda em mineração

A Usiminas divulgou suas projeções operacionais para o terceiro trimestre de 2026, indicando estabilidade no segmento de siderurgia e queda na produção de minério de ferro. A empresa espera que o volume de vendas de aço no mercado doméstico se mantenha estável em relação ao trimestre anterior, enquanto as exportações de minério devem recuar devido a fatores sazonais e de mercado.

Desempenho da siderurgia

No segmento siderúrgico, a Usiminas prevê que o volume de vendas de aço no Brasil fique em linha com o segundo trimestre, refletindo uma demanda aquecida dos setores automotivo, de construção civil e de bens de capital. A empresa destaca que a utilização da capacidade instalada deve permanecer elevada, sustentada por encomendas robustas. No entanto, o cenário internacional de excesso de oferta de aço e preços voláteis deve pressionar as margens.

De acordo com a empresa, a produção de aço bruto no terceiro trimestre deve ficar entre 1,5 milhão e 1,6 milhão de toneladas, similar ao registrado no período anterior. A Usiminas também projeta que os custos com matérias-primas, como minério de ferro e carvão, permaneçam estáveis, o que contribui para a previsibilidade operacional.

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Mineração em queda

Por outro lado, a área de mineração deve apresentar redução na produção e nas vendas de minério de ferro. A Usiminas estima que o volume de vendas da commodity no terceiro trimestre seja de 2,2 milhões a 2,4 milhões de toneladas, ante 2,6 milhões no segundo trimestre. A queda é atribuída a paradas programadas para manutenção em uma das minas e a menores embarques para o mercado externo, principalmente para a China.

O preço do minério de ferro no mercado à vista tem mostrado tendência de baixa, influenciado pela desaceleração da economia chinesa e pelo aumento da oferta global. A Usiminas, no entanto, mantém contratos de longo prazo que atenuam o impacto das oscilações de curto prazo.

Impactos financeiros e investimentos

As projeções operacionais da Usiminas têm impacto direto em seus resultados financeiros. A empresa espera que a receita líquida do terceiro trimestre fique entre R$ 6,0 bilhões e R$ 6,5 bilhões, com margem EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) na faixa de 20% a 22% para o segmento de siderurgia. Para a mineração, a margem EBITDA deve ser menor, entre 15% e 17%, devido aos menores preços realizados.

Em termos de investimentos, a Usiminas mantém seu plano de capex para 2026 de aproximadamente R$ 1,8 bilhão, focado em manutenção, melhorias ambientais e eficiência energética. A empresa também avalia oportunidades de expansão no mercado de aços especiais, que apresenta maior valor agregado.

Contexto de mercado e perspectivas

A Usiminas opera em um cenário de incertezas macroeconômicas, com juros elevados no Brasil e desaceleração global. No entanto, a demanda doméstica por aço tem sido resiliente, impulsionada por programas de infraestrutura e pela recuperação da indústria automotiva. Já a mineração enfrenta desafios estruturais, como a dependência do mercado chinês e a volatilidade dos preços.

Segundo fontes da empresa, a estratégia da Usiminas para o segundo semestre de 2026 é focar em eficiência operacional e controle de custos, além de buscar nichos de mercado com maior rentabilidade. A companhia também está atenta à evolução das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que podem afetar o fluxo de comércio global de aço.

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