Mais de 83 milhões de brasileiros estão inadimplentes, mas a TransUnion Brasil está redefinindo o papel dos birôs de crédito ao combinar dados positivos, inteligência artificial e educação financeira para ampliar o acesso ao crédito. A empresa aposta que um histórico negativo nem sempre reflete a capacidade atual de pagamento de um consumidor.
Novo modelo de análise de crédito
Presente em mais de 30 países e com mais de 50 anos de experiência, a TransUnion Brasil utiliza o Cadastro Positivo, dados alternativos e machine learning para construir avaliações mais precisas. O objetivo é reduzir a assimetria de informações entre empresas e consumidores, gerando relações de confiança e crescimento sustentável da economia brasileira.
“Quando olhamos apenas para a negativação, corremos o risco de deixar de fora consumidores que poderiam retomar sua trajetória financeira e continuar contribuindo para a economia”, afirma Claudio Pasqualin, vice-presidente de Soluções da TransUnion Brasil.
Dados positivos e inteligência artificial
A consolidação do Cadastro Positivo e a expansão do Open Finance ampliaram a quantidade e qualidade dos dados disponíveis. A IA generativa torna modelos sofisticados acessíveis para empresas de diferentes portes, permitindo que analistas de crédito interpretem análises em segundos.
“Começamos a criar uma camada de interação entre o analista de crédito e a inteligência artificial para interpretar todas as análises feitas em segundos pelo sistema”, explica Pasqualin. Para ele, a próxima grande transformação do mercado será enxergar pessoas além dos rótulos de positivo ou negativo.
Combate às fraudes digitais
O avanço da IA e da engenharia social aumentou os golpes digitais. Segundo levantamento da TransUnion, consumidores brasileiros que perderam dinheiro em fraudes reportaram prejuízo médio de R$ 10.699, alta de 60% em relação ao estudo anterior. Além disso, 41% afirmaram ter sido alvo de tentativas de fraude. O vishing (golpe por telefone) é a principal causa de perdas.
A TransUnion possui uma base global com mais de 10 bilhões de dispositivos únicos reconhecidos, incluindo mais de 100 milhões no Brasil, combinando escala e recursos analíticos para identificar comportamentos suspeitos e antecipar riscos.
“O Brasil precisou se proteger de forma que talvez outros mercados não precisaram. Infelizmente, existe uma grande quantidade de informações pessoais disponíveis em ambientes ilegais, o que torna muito simples para os fraudadores responder a perguntas tradicionais de validação de identidade”, diz Pasqualin.
Crédito mais sustentável
Para Pasqualin, o principal desafio dos próximos anos é construir um mercado de crédito mais sustentável, reduzindo a assimetria de informações. O Brasil convive com superendividamento, juros elevados e milhões de pessoas com acesso limitado ao sistema financeiro. A combinação de histórico de crédito, Cadastro Positivo, dados alternativos e inteligência analítica reduz incertezas e cria relações de confiança.
“Precisamos lidar com esse desafio de forma mais sustentável. Em um país com milhões de consumidores limitados por avaliações baseadas exclusivamente na negativação, a próxima grande transformação do mercado será a capacidade de enxergar pessoas além dos rótulos, positivo ou negativo”, ressalta Pasqualin.



