Telefônica Brasil lucra R$ 1,6 bilhão no 2º tri, alta de 17%
Telefônica Brasil lucra R$ 1,6 bi no 2º tri, alta de 17%

A Telefônica Brasil, dona da marca Vivo, reportou lucro líquido de R$ 1,6 bilhão no segundo trimestre de 2026, um crescimento de 17% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado superou as expectativas do mercado, que projetava lucro em torno de R$ 1,5 bilhão.

Desempenho operacional e receitas

A receita líquida da companhia atingiu R$ 12,8 bilhões, avanço de 6,5% na comparação anual. O destaque ficou com o segmento de serviços móveis, que registrou alta de 8,2% nas receitas, impulsionado pelo aumento da base de clientes pós-pagos e maior consumo de dados. Já a receita com serviços fixos cresceu 3,1%, com expansão da fibra óptica.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 4,9 bilhões, margem de 38,3%, contra 37,1% um ano antes. A melhora reflete o controle de custos operacionais e a eficiência na gestão de despesas com vendas.

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Investimentos e perspectivas

Os investimentos (capex) totalizaram R$ 2,1 bilhões no trimestre, com foco em expansão da rede 5G e ampliação da cobertura de fibra. A empresa encerrou junho com 98 milhões de acessos móveis e 5,8 milhões de clientes de banda larga fixa.

Para o segundo semestre, a Telefônica Brasil projeta continuidade do crescimento de receitas, sustentada pela digitalização dos serviços e pela demanda por conectividade. "Os resultados refletem a execução disciplinada da nossa estratégia, com foco em rentabilidade e experiência do cliente", afirmou o presidente da empresa, Christian Gebara, em comunicado.

Endividamento e geração de caixa

A dívida líquida da companhia recuou para R$ 10,2 bilhões, ante R$ 11,5 bilhões no mesmo período de 2025, reduzindo a alavancagem de 1,5 vez para 1,2 vez o Ebitda. A geração de caixa operacional foi de R$ 2,8 bilhões, alta de 12%.

O conselho de administração aprovou a distribuição de R$ 600 milhões em juros sobre capital próprio (JCP), a serem pagos em setembro. As ações da Vivo acumulam alta de 5% no ano, mas ainda negociam abaixo do pico de 2024.

Contexto de mercado

O setor de telecomunicações no Brasil enfrenta desafios como a elevada carga tributária e a concorrência acirrada, mas a Telefônica Brasil mantém liderança em receita e margens. A empresa também vem reduzindo exposição a operações de baixa rentabilidade, como terminais de voz fixa.

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