Termina no próximo domingo (2 de agosto) o prazo para aderir ao Desenrola 2.0, programa do governo federal de renegociação de dívidas bancárias para pessoas físicas. A informação foi confirmada ao Extra pelo Ministério da Fazenda. Após essa data, quem ainda tiver dívidas em atraso e quiser renegociar terá que procurar o banco diretamente, sem as condições especiais oferecidas pelo programa.
Como funciona o Desenrola 2.0
O Desenrola 2.0 tem por objetivo refinanciar dívidas bancárias para reduzir o comprometimento de renda das famílias com o pagamento das prestações aos bancos. Para quem entra no programa, o novo débito gerado tem juros de 1,99% ao mês, com prazo de pagamento de até quatro anos. Os percentuais de desconto no valor total da dívida são fixos e variam conforme a modalidade do crédito e o tempo de atraso. Só pode participar quem tem renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e dívidas contraídas até 31 de janeiro deste ano, com parcelas em atraso. Para aderir, o consumidor deve procurar o banco no qual contraiu a dívida.
Números do programa
Segundo dados da Febraban, o montante total renegociado já ultrapassa R$ 20 bilhões, com redução de cerca de R$ 15 bilhões no estoque de dívidas das famílias. Isso significa que, com os descontos aplicados, o valor original passou de cerca de R$ 20 bilhões para aproximadamente R$ 5 bilhões. Mais de 6 milhões de pessoas e famílias renegociaram dívidas bancárias, de acordo com a instituição. Até o momento, 4 milhões de consumidores com pendências de até R$ 100 tiveram os nomes retirados dos órgãos de restrição de crédito. Outro grupo de 1,1 milhão de consumidores quitou as dívidas à vista, com descontos de até 80%.
— Os bancos seguem comprometidos em ampliar o acesso a condições especiais e a canais de atendimento facilitados, contribuindo para que os cidadãos renegociem seus débitos e recuperem o equilíbrio financeiro — diz Isaac Sidney, presidente da Febraban.
Detalhes do programa
Veja as condições do Desenrola 2.0:
- Limite da prestação: A nova parcela deverá corresponder a, no máximo, 90% do valor da prestação original.
- Prazo: Equivalente ao prazo remanescente da dívida original, com possibilidade de ampliação em quatro formatos: até 1 mês para dívidas com prazo remanescente de até 6 meses; até 2 meses para dívidas entre 6 e 12 meses; até 4 meses para dívidas entre 12 e 24 meses; até 6 meses para dívidas com prazo remanescente superior a 24 meses.
- Garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO): Cobertura de 50% das primeiras perdas da carteira e garantia integral para cada operação.
- Restrições: O crédito não pode ser consignado. Além disso, quem aderir ao programa não poderá apostar em bets por seis meses.
Passo a passo para usar o FGTS na renegociação
O trabalhador pode utilizar recursos do FGTS para quitar ou reduzir a dívida. Para isso, é necessário autorizar o uso do saldo disponível no aplicativo FGTS. Veja o passo a passo:
- Atualize o aplicativo FGTS para a nova versão.
- Insira o CPF e a senha do usuário.
- Na tela inicial, um aviso informará que trabalhadores optantes pelo saque-aniversário que tiveram rescisão sem justa causa ou extinção do contrato entre 1º de janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025 terão o pagamento do valor residual a partir desta segunda-feira.
- Autorize o envio de notificações e habilite o 'menu virtual da Caixa' (opcional).
- Cadastre uma conta bancária para receber os valores liberados (pode ser feito depois).
- Selecione o programa Desenrola Brasil.
- Confira o valor disponível e autorize o compartilhamento com o banco onde tem a dívida. O repasse dos valores obedecerá à ordem cronológica de recebimento das informações enviadas pelas instituições à Caixa.
- Após autorização, os bancos têm 30 dias para formalizar contrato com a Caixa Econômica Federal, que transferirá o valor diretamente ao banco para pagamento da dívida, que pode ser quitada integralmente ou parcelada.
Educação financeira
Além da renegociação, a Febraban oferece no portal Meu Bolso em Dia o curso gratuito 'Mapeie sua Vida Financeira', desenvolvido em parceria com o Banco Central. Com carga horária de 1 hora dividida em 8 aulas rápidas, o curso ensina o consumidor a planejar o orçamento para evitar nova inadimplência.



