A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou que a tarifa aérea média doméstica no Brasil foi de R$ 660,54 em junho de 2026. O valor representa uma queda de 2,6% em relação a maio, quando a tarifa havia sido de R$ 678,12. Na comparação com junho de 2025, no entanto, houve alta de 1,9%, já que a média era de R$ 648,30.
Variação mensal e anual
O recuo de 2,6% na passagem aérea média de maio para junho interrompeu uma sequência de dois meses de alta. Em abril, a tarifa havia subido 1,2% ante março, e em maio, o aumento foi de 3,4% ante abril. Apesar da queda mensal, o indicador acumula alta de 4,7% no primeiro semestre de 2026, comparado ao mesmo período de 2025.
Segundo a Anac, a tarifa média considera todos os bilhetes vendidos para voos domésticos, incluindo taxas de embarque e serviços opcionais. O cálculo é feito com base nos dados reportados pelas companhias aéreas.
Impacto para o consumidor
O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, afirmou que a volatilidade das tarifas reflete custos operacionais elevados, como combustível e câmbio. "A tarifa aérea no Brasil ainda é pressionada por fatores como o preço do querosene de aviação e a desvalorização do real frente ao dólar, que impactam diretamente os custos das companhias", disse Sanovicz.
Comparação com anos anteriores
Em junho de 2024, a tarifa média era de R$ 620,00, o que significa que o valor atual é 6,5% superior ao de dois anos atrás. A Anac também informou que o número de passageiros transportados em voos domésticos em junho de 2026 foi de 8,2 milhões, uma alta de 3,1% ante o mesmo mês de 2025.
O levantamento da Anac é uma referência para o setor e para consumidores que buscam entender a evolução dos preços das passagens aéreas no país.



