Simpar vende terminais portuários na BA por R$ 1,8 bi
Simpar vende terminais portuários na BA por R$ 1,8 bi

A Simpar, holding de logística do grupo Simpar, anunciou a venda de seus terminais portuários localizados na Bahia por R$ 1,8 bilhão. A compradora é a EIG Global Energy Partners, gestora americana de investimentos em infraestrutura e energia. A transação envolve o Terminal Portuário de Aratu (Tepar) e o Terminal de Contêineres de Salvador (Tecon Salvador), ambos operados pela Simpar.

Detalhes da transação

O acordo foi assinado em 24 de julho de 2026 e prevê o pagamento integral em dinheiro, com fechamento previsto para o quarto trimestre de 2026, sujeito à aprovação de órgãos reguladores, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A Simpar informou que os recursos serão usados para reduzir a alavancagem financeira e investir em novas oportunidades de crescimento.

Impacto no setor portuário

A venda dos terminais baianos representa uma mudança significativa no cenário portuário do Nordeste. O Tepar é especializado em granéis sólidos e líquidos, enquanto o Tecon Salvador movimenta contêineres. Juntos, os terminais respondem por cerca de 15% da movimentação de cargas da Bahia. A EIG Global Energy Partners já possui participações em portos nos Estados Unidos e Europa, e a aquisição marca sua entrada no mercado brasileiro.

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Declarações oficiais

“A venda desses ativos está alinhada com nossa estratégia de desinvestimento e foco em negócios core, além de fortalecer nossa posição de caixa”, afirmou Fernando Simões, presidente da Simpar, em comunicado. Já a EIG declarou que “os terminais baianos têm grande potencial de crescimento, especialmente com o aumento do comércio exterior brasileiro”.

Histórico e contexto

A Simpar adquiriu os terminais em 2018, como parte de um plano de expansão no setor portuário. No entanto, a empresa enfrentou desafios operacionais e financeiros nos últimos anos, o que motivou a decisão de venda. A operação foi assessorada pelo Banco BTG Pactual. Com a conclusão do negócio, a Simpar reduzirá sua dívida líquida, que era de R$ 5,2 bilhões no final do primeiro trimestre de 2026.

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