A Ambev registrou um salto de 5% no volume de cerveja vendido no Brasil no segundo trimestre de 2026, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira. O crescimento foi impulsionado principalmente pelas marcas premium e pelo efeito sazonal da Copa do Mundo, que neste ano ocorreu no Catar e gerou demanda adicional no período.
Desempenho das marcas premium
As cervejas premium, como Budweiser e Stella Artois, tiveram crescimento de dois dígitos, segundo a companhia. O segmento representa cada vez mais uma fatia relevante do portfólio da Ambev no Brasil. A empresa investiu em campanhas de marketing e ativações ligadas à Copa, o que ajudou a impulsionar as vendas dessas marcas de maior valor agregado.
Resultados financeiros
A receita líquida da Ambev no Brasil cresceu 8% no trimestre, para R$ 12,5 bilhões, beneficiada pelo mix de produtos mais caros. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado subiu 10%, para R$ 4,8 bilhões. "O desempenho reflete a força das nossas marcas premium e a recuperação do mercado de cerveja como um todo", disse o CEO da Ambev, João Castro Neves, em teleconferência com analistas.
Impacto da Copa do Mundo
A Copa do Mundo, realizada entre junho e julho de 2026, teve um efeito positivo no consumo de cerveja, especialmente em bares e restaurantes. A Ambev aproveitou o evento para lançar edições especiais e ações promocionais. "O período de Copa sempre gera um pico de demanda, e este ano não foi diferente", afirmou o diretor financeiro da empresa, Carlos Lisboa. O volume total de cerveja no Brasil no segundo trimestre foi de 28,7 milhões de hectolitros, alta de 5% ante o mesmo período de 2025.
Perspectivas para o futuro
A Ambev espera manter o ritmo de crescimento no segundo semestre, apesar de um cenário macroeconômico desafiador. A empresa planeja continuar investindo em inovação e em marcas premium para capturar valor. "Estamos confiantes na recuperação do mercado e no potencial das nossas marcas para seguir ganhando participação", completou Castro Neves.



