A Richemont, controladora da Cartier e de outras marcas de luxo, superou as expectativas de vendas no primeiro trimestre fiscal, impulsionada pelo forte desempenho na Ásia e na Europa. A empresa registrou receita de 5,3 bilhões de euros, um aumento de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, superando a previsão média de analistas de 5,1 bilhões de euros.
Desempenho por região
Na Ásia-Pacífico, as vendas cresceram 14%, com destaque para a China, onde a demanda por joias e relógios de luxo se manteve robusta. Na Europa, o crescimento foi de 8%, impulsionado pelo turismo e pelas vendas locais. Já nas Américas, a receita subiu 5%, abaixo da média global, refletindo um mercado mais cauteloso.
Resultados por segmento
O segmento de joias, que inclui marcas como Cartier e Van Cleef & Arpels, apresentou crescimento de 11%, enquanto a divisão de relógios, com marcas como IWC e Piaget, cresceu 9%. A empresa destacou a resiliência do mercado de luxo, mesmo em meio a incertezas econômicas globais.
O CEO da Richemont, Jérôme Lambert, afirmou: "Estamos satisfeitos com o desempenho do trimestre, que reflete a força de nossas marcas e a dedicação de nossas equipes. Continuamos a investir em inovação e experiência do cliente para sustentar o crescimento."
Perspectivas
A Richemont manteve sua perspectiva para o ano fiscal, esperando crescimento moderado, mas alertou para riscos como a inflação e as tensões geopolíticas. A empresa também anunciou a recompra de ações no valor de 1 bilhão de euros, sinalizando confiança em sua saúde financeira.



